Apesar de ter a Lei do Piso Salarial para a categoria, professores da Rede Municipal de Ensino serão incluídos junto com os demais servidores públicos municipais em projeto de lei que prevê o reajuste salarial de 2,79% proposto pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Os docentes pediam 11,36%.
Segundo o prefeito, por conta da lei eleitoral, não é permitido conceder aumento superior à inflação dos três primeiros meses do ano, que é de 2,79%. Além desse índice, Bernal disse que vai apresentar proposta para vale alimentação e, a partir de maio, conseguir progressão funcional, que é passagem do professor para nível ou classe superior na mesma categoria.
Bernal disse ainda que o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) encaminhou ofício à prefeitura dizendo que aceitava os 2,79% de reajuste. O projeto de lei sobre o reajuste será encaminhado à Câmara Municipal.
O presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre, nega ter enviado o documento e disse que prefeitura não formalizou a proposta. Segundo Lucílio, mesmo que seja este o índice permitido, é necessário a formalização para que a proposta seja votada pela categoria em assembleia.
Nesta terça-feira (26), os professores paralisam as atividades pela manhã devido a indicativo de greve e devem votar em assembleia se homologarão a greve.