O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), decidiu atacar novamente o movimento grevista dos professores da rede municipal. Ele afirmou que a paralisação tem cunho voltado para prejudicar seu governo, ao invés de defender unicamente o reajuste da categoria.
Segundo ele, alguns diretores do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) estão incentivando a greve por interesse político e pré-eleitoral.
"Entendo que não é do interesse dos professores a greve. Vejo na ação do presidente da ACP (Lucílio Nobre) e de alguns diretores o interesse político pré-eleitoral. Um claro interesse em causar caos na educação", disse o prefeito em agenda pública realizada na manhã desta quarta-feira (27), quando se reuniu com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Ele complementou defendendo que alguns diretores da entidade estão coligados a pré-candidatos. "Nós mandamos projeto de 9,57% e eles rejeitaram (vereadores). Hoje (27), encaminhamos o projeto dentro do que a lei permite, que é 2.79%", justificou Bernal sobre o aumento que ofertou aos professores e demais servidores municipais.
PARALISAÇÃO
Em assembleia realizada na terça-feira (26), professores votaram pela greve a partir da segunda-feira (2). Diretores da ACP estão visitando escolas para informar profissionais e pais sobre o movimento.
Nesta quinta-feira (28), a entidade prometeu fazer ampla divulgação sobre os motivos para realizar a paralisação.
Apesar de ter a Lei do Piso Salarial para a categoria, professores da Rede Municipal de Ensino serão incluídos junto com os demais servidores públicos municipais em projeto de lei que prevê o reajuste salarial de 2,79% proposto pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Os docentes pediam 11,36%.