Cidades

REFORMA NA PREVIDÊNCIA

Ministro diz que não tomará medidas sem ouvir trabalhadores

Ministro diz que não tomará medidas <br> sem ouvir trabalhadores

Redação

22/05/2016 - 14h26

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Ronaldo Nogueira, disse na sexta-feira (20) que todas as medidas que envolvam os trabalhadores passarão por discussão prévia com a sociedade.

"Nada será imposto ou anunciado, sem que antes seja conversado com o trabalhador. O trabalhador terá seu lugar garantido na mesa, não será surpreendido, será protagonista", disse o ministro ao visitar a sede da Força Sindical, na capital paulista. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Nogueira, as propostas de mudança na Previdência também levarão em conta a posição das centrais sindicais.

"Pela fala do ministro [da Casa Civil] Eliseu Padilha, que está liderando o grupo de trabalho onde as centrais foram convidadas a participar, ele foi muito claro no sentido de que as centrais sindicais, representando os trabalhadores, serão protagonistas no texto que, porventura, venha a ser elaborado."

Nogueira destacou, no entanto, que é preciso garantir a sustentabilidade do sistema. "A sustentabilidade da Previdência Social é importante porque ela é a garantia do trabalhador no futuro".

A primeira reunião do grupo de trabalho integrado por centrais sindicais e governo para discutir a reforma da Previdência ocorreu na última quarta-feira (18).

Além de Nogueira e Padilha, participaram a Força Sindical, a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), a UGT (União Geral dos Trabalhadores) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Foram abordados quatro temas: idade mínima para aposentadoria, sustentabilidade da Previdência, igualdade de sexo e a data da vigência das medidas a serem adotadas.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), defendeu que se busque outras formas de arrecadação, antes de que sejam apresentadas propostas que mudem as regras para os trabalhadores.

"Precisa acabar com as desonerações, com a pilantropia [filantropia desonesta], com o sonegador e fazer o agronegócio pagar. Além disso, tem outras fontes de receita para a Previdência", disse.

O sindicalista chegou a admitir que sejam feitas mudanças para os que ainda vão entrar no mercado de trabalho, mas disse que as centrais não vão aceitar alterações para quem já contribui com o sistema atual.

"Se tudo isso não resolver o problema, nós topamos discutir uma Previdência para o futuro, para os jovens, para aqueles que começam a trabalhar agora. Se nada disso for aceito, a gente vai ver na hora certa." A proposta que sair do grupo de trabalho deverá ser encaminhada ao Congresso.

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