Cerca de 20 pessoas devem ser denunciadas pela Ministério Público Estadual (MPE/MS) com base na investigação da Operação Coffee Break, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura os crimes de corrupção passiva (quando o agente público ou político pede propina), ativa (quando se oferece propina em troca de favor) e associação criminosa durante a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).
A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) entregará o documento com 7 mil páginas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com novidades.
No documento o promotor de Justiça, Marcos Alex Vera, apontou indícios do crime de associação criminosa de empresários como João Amorim e João Baird, o prefeito afastado Gilmar Olarte, os vereadores Mario Cesar (PMDB), Flávio César (PSDB) e Airton Saraiva (DEM), além de outras lideranças políticas.
Podem ser denunciados por corrupção passiva os vereadores Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PTB), Eduardo Romero (Rede), Shimabukuro (PTB), Jamal Salem (PR), Otávio Trad (PTB), Gilmar da Cruz (PRB), Chocolate (PTB), Carlão (PSB), João Rocha (PSDB) e o ex-vereador Alceu Bueno (sem partido).