Moradores da Rua Sebastião Espíndola, localizada no Bairro Vila Cristina, em Amambai - distante 342 km da Capital, estão indignados com o descaso do Poder Público perante a situação precária com que as ruas se encontram. Diante das chuvas que não dão trégua, crateras se abriram e rios de lama se formam na frente da casa de Aline Pereira Marques, de 26 anos, que cortou o queixo depois de sofrer uma queda.
Vítima da paralisia infantil, Aline conta que tem certa dificuldade para se locomover, e que, as condições da rua tem causado transtorno aos moradores. “De tanto a gente reclamar a prefeitura veio e asfaltou as duas ruas laterais da minha, a Rua José Bonifácio e a Adolfo Antunes da Rosa”, explicou.
Por ser uma rua pequena e sem saída, a rua recebeu apenas cascalhos e pedras, porém, o que era para ser solução, agravou o problema. “Passaram rolo compressor mas não assentaram direito. Não dava para sair com o carro da garagem porque tinha uma enorme valeta. Meu pai jogou terra para nivelar a calçada e a rua para poder tirar o veículo”, contou Aline.
Porém, certo dia, ao caminhar pela rua com a mãe a mulher caiu, bateu o queixo e teve que levar três pontos. “Mesmo com o braço dado na minha mãe eu caí. Um outro vizinho teve o tanque do carro furado pelas pedras e o pneu do carro do meu pai furou”.
Segundo Aline, agora, quando chove, a água acumula na valeta.