O dia 4 de junho de 2016 parece não ter existido para Simone Maria da Silva, de 29 anos, já que ela não se lembra do dia do acidente que quase lhe custou a vida. Apesar da falta de memória do que aconteceu na madrugada daquele sábado, a faxineira pede para que justiça seja feita e que o responsável pelo crime não fique impune.
Esta é a vontade dos amigos e familiares de Simone, que até hoje não foram procurados por Alisson Morais Cordeiro, de 32 anos, que, alcoolizado, furou o sinal vermelho, bateu na moto de Simone e deu novo rumo à vida dela.
Depois de passar 12 dias sedada e entubada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa de Campo Grande, ontem, Simone foi para o quarto, respira sem a ajuda de aparelhos e conversa com os familiares, conforme contou a cunhada e amiga de infância de Simone, Dayana Franco, de 28 anos.
Com a violenta colisão a motocicleta da vítima foi parar a cerca de 50 metros do ponto da batida. Simone foi arrastada pelo carro e ficou prensada entre o veículo e a parede de um sacolão. Diante disso ela teve parte de uma das pernas amputadas, porém, só ficou sabendo quarta-feira (14) que estava sem uma das pernas.
“Quando ela viu no espelho ela ficou chocada, chorou demais e não acreditava naquilo. Equipe de psicólogos do hospital foram acionados e conversaram com ela”, contou Dayana ao ressaltar que nova cirurgia na outra perna deve ser feita em breve.
Deitada na cama do hospital e sem poder se levantar, Simone usa um colete cervical e deve ser operada da coluna. “Apesar disso ela se mexe bem, movimenta a perna e os braços”, contou a cunhada ao acrescentar que hoje Simone foi liberada para comer frutas e beber água e em breve deve encontrar os filhos. “Ela só pensa em ir embora rever os três filhos. A psicóloga disse que vai liberar para os dois maiores visitarem ela”, finalizou.