Cidades

Oceanografia

De vida humilde a mestrado nos EUA, jovem conquista espaço em área pouco conhecida

Aos 23 anos, ele saiu de Campo Grande e hoje é oceanógrafo

Redação

23/07/2016 - 12h46

Se dependesse da situação financeira da família, a história de Matheus Fagundes, hoje com 23 anos, não sairia do comum e seria semelhante a de muitos jovens campo-grandenses que concluem os estudos por aqui e iniciam uma profissão. Mas a ousadia desse menino foi tanta que ele saiu do lugar comum, escolheu uma carreira pouco conhecida em boa parte do país e agora se prepara para um projeto que pode levar 8 anos da vida dele longe da família.

Matheus é filho de pai comerciante e mãe que faz e vende salgados. O ensino fundamental foi todo concluído na Escola São José, no bairro de mesmo nome. Apaixonado pelos estudos, o menino conseguiu duas bolsas de estudo que deram a ele a chance de concluir o Ensino Médio nas escolas Auxiliadora e Mace.

Foi só no último ano, prestes a fazer o Enem e se preparar para entrar na faculdade, que Matheus descobriu sua profissão, oceanógrafo. O estudo do meio marinho e das profundezas do oceano foi apresentado para o adolescente por uma amiga da escola. A partir daí, Matheus pesquisou mais sobre a área e decidiu que esse seria o objetivo de vida.

Mesmo aprovado no curso de Medicina Veterinária, o jovem resolveu usar a nota do Enem para tentar aprovação na Universidade Federal do Maranhão, que oferece o curso de oceanografia, presente em em locais litorâneos.

O problema que poderia ser obstáculo para o rapaz foi contornado com ajuda de um parente. Como os pais de Matheus não tinham condições financeiras de bancar o menino fora de Campo Grande, mesmo com a aprovação em universidade pública, um tio de Matheus que vive no Maranhão decidiu ajudá-lo e em 2010 ele partiu para o outro lado do país estudar o que tanto gostava.

Dois anos depois, o programa Ciência Sem Fronteiras, criado pelo Governo Federal, deu ao universitário a chance de concluir a graduação no Canadá. “Eu nunca gostei de inglês, mas meus pais me obrigaram a frequentar o curso oferecido pela UFMS e isso me ajudou muito no tempo que passei na Memorial University of Newfoundland”, conta Matheus.

Os dois anos vividos fora do Brasil fizeram com que o estudante conquistasse a maturidade e focasse ainda mais na carreira de oceanógrafo. Quando o período da bolsa terminou, Matheus voltou ao Maranhão para concluir a graduação e acabou se especializando na oceanografia física, considerada os “bastidores” dos estudos que baseiam as previsões do tempo.

“Eu queria muito aprender o modelo numérico que eu uso e falei com meu orientador da faculdade. Ele acabou me indicando para um colega no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São Paulo, e eu consegui um mês de estágio lá, no ano passado”.

Com toda a experiência que o estágio trouxe ao recém-formado, o segundo passo da vida acadêmica começou a se tornar um sonho cada vez mais alcançável. Matheus se candidatou a uma bolsa de mestrado nos Estados Unidos e conseguiu.

Ele embarca no começo de agosto para Georgia, e vai cursar o mestrado em oceanografia física por três anos na UGA. A bolsa conquistada por ele contempla as mensalidades e o valor para o jovem se manter nos Estados Unidos, são US$ 60 mil por ano. A expectativa dele é conquistar uma nova bolsa, quando concluir o mestrado, para cursar doutorado, se isso acontecer, Matheus teria mais 8 anos de estudo pela frente.

“Eu sempre bato na tecla que meus pais nunca tiveram condição de sustentar os meus estudos, eu tive que me esforçar e acreditar que conseguiria e vou continuar acreditando”, completa Matheus.

AFOGAMENTO

Bombeiros localizam corpo de adolescente de 15 anos no Rio Paraguai

Erick José da Silva Moraes de Arruda havia desaparecido na tarde de sexta-feira (6)

07/11/2026 12h00

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado Reprodução / Diário Corumbaense

Continue Lendo...

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).