Cidades

Polícia

Sem renovação de contrato, sistema restrito impede até pedido de prisão

Policiais têm enfrentado problemas para fazer investigações

Redação

04/08/2016 - 10h04

Delegados, investigadores da Polícia Civil e policiais militares enfrentam há aproximadamente um mês problemas para registrar ocorrências e, principalmente, trabalhar nas investigações. O motivo é falta de acordo entre a empresa Compnet, dona do sistema Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), e o Governo do Estado.

Utilizado pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul desde 2005, o software é o banco de dados onde são registradas todas as ocorrências policiais tanto nas delegacias quanto aquelas feitas por policiais militares durante os trabalhos na rua. É também onde os antecedentes criminais de qualquer pessoa que vive no Estado podem ser consultados.

Há cerca de um mês o sistema começou a apresentar as primeiras falhas entre elas impedimento de consulta de boletins de ocorrência pela imprensa, restrição da consulta de antecedentes criminais por policiais e até registro de boletins pela Delegacia Virtual.

Diante dos problemas, há duas semanas, o Portal Correio do Estado chegou a consultar a assessoria de imprensa da Polícia Civil e da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, que informaram que tudo não passava de instabilidade temporária.

No entanto, agora a justificativa mudou. Segundo a Sejusp, trata-se mesmo de desacordo em relação à renovação do contrato entre o Governo do Estado e a Compnet. O que motiva a dificuldade em renovar o contrato, segundo o Governo, são várias tratativas para que o sistema se torne mais amplo e completo. No entanto, nos bastidores da Polícia Civil o motivo é outro: falta de acordo sobre o valor a ser pago à Compnet.

Delegado-chefe da Comunicação da Polícia Civil, Roberto Gurgel disse ao Portal Correio do Estado que a restrição do Sigo vem causando problemas a investigações. Até pedido de prisão preventiva acaba sendo prejudicado porque investigadores e delegados não conseguem acessar os antecedentes criminais de pessoas que praticam crimes.

Além dos antecedentes, outros critérios são usados para solicitar a prisão, no entanto, sem o histórico criminal do investigado, o pedido "pede força" diante do judiciário.

Ainda segundo o delegado, a situação já foi levada até o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e a previsão é que o contrato seja fechado até o fim deste mês.

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