Os Hospitais Universitários de Campo Grande e de Dourados receberam R$ 4,1 milhões para realizarem o custeio de procedimentos ambulatoriais e de internação. As duas unidades atendem somente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Maria Aparecida Pedrossian, que é gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), recebeu R$ 2.100.081,94. À unidade administrada pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) foram pagos R$ 2.052.563,95.
Neste ano, o HU da Capital estava com dificuldades para realizar diversos atendimentos por falta de material. A diretoria chegou a comunicar ao serviço de regulação do Estado que estava enfrentando problemas para receber pacientes.
O recurso foi liberado pelo Ministério da Saúde em julho e a divulgação da disponibilidade do recurso aconteceu hoje.
Esse montante faz parte do Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto MAC), que é repassado de forma automática e regular aos hospitais. Essa rubrica é a que custeia procedimentos como consulta, exames, internações e cirurgias
"Os valores repassados correspondem à sétima parcela de pagamento do ano a esses estabelecimentos", informou assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.
Para 55 hospitais no Brasil, o valor repassado somou R$ 137 milhões. Além do Teto MAC, o Ministério da Saúde destina aportes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF).
PRIORITÁRIO
Apesar da alegação de servidores que o governo federal estaria atrasando repasses, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu que há prioridade no envio de recursos.
"O Ministério da Saúde tem atenção e cuidado com os hospitais de ensino, pois sabe que eles são complementares às redes hospitalares e ambulatoriais locais, e, em alguns municípios, são a principal oferta desses serviços", disse.