Comissão Parlamentar de Inquérito, que apura desvio de doses contra H1N1, pode contratar empresa de auditoria para análise de documentos encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Prazo para conclusão de relatório encerra em 7 de outubro.
Relator do processo, Lívio Leite (PSDB), admitiu necessidade da contratação de empresa de auditoria, diante da dificuldade em se cruzar informações de treze caixas de documentos encaminhados em julho. “Estamos analisando isso”, ressaltou.
Em paralelo, os cinco vereadores que compõe a comissão avaliam nova tentativa de convocação de Cássia Tiemi Kanaoka e Léia Cristina Oliveira. Ambas são servidoras públicas da saúde, exercendo respectivamente cargo de chefe de imunização e gerente da unidade básica da Vila Carlota.
Tentativa anterior para depoimento de Cássia e Léia falhou, em 8 de julho, incluindo apresentação de atestado médico psiquiátrico para justificar ausência de uma delas. Seis dias depois, processo judicial pedia nulidade de toda investigação, exceto da escolha de integrantes da CPI da Vacina.
INVESTIGAÇÃO
Três depoimentos e inquérito da Polícia Civil foram somados à investigação, iniciada em junho, depois de denúncias revelarem sumiço e venda de doses da vacina H1N1, em Campo Grande.
Foram encaminhadas desde abril, pelo Ministério da Saúde, 196 mil doses da vacina contra gripe para a Capital. O montante seria suficiente para atender grupos de risco, porém a prefeitura admitiu sumiço de 3.166 doses culpando o Instituto Butantan por fornecer frascos com menos líquido que o padrão.