Eleição municipal deve ser impactada por definição do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A avaliação, feita por vereadores de Campo Grande, considera os desdobramentos decorrentes da última fase de julgamento no Senado Federal.
“Se conseguir afastar, PMDB e PSDB ficam mais fortes e muito candidato vai perder o discurso”, pontuou Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Posicionamento similar tem o peemedebista Vanderlei Cabeludo, defensor do presidente interino Michel Temer como “esperança” para o país.
Ayrton Araújo (PT), por sua vez, negou que a perda do mandato da correligionária possa atrapalhar o partido, que possui candidato a prefeito. Já Chiquinho Telles (PSD) considerou “tarefa difícil” mensurar efeitos do impeachment em cenário político similar ao de torcidas organizadas.
“Pelo período de afastamento [desde maio] não será tão significativo, porque ele já teve um impacto muito forte e existe tendência de movimento de centro direita”, completou Lívio Leite (PSDB).
VOTAÇÃO
Senadores votam, amanhã, o impeachment de Dilma Rousseff. A petista é acusada de crime de responsabilidade por autorizar despesas extras de R$ 2,5 bilhões, entre julho e agosto do ano passado, de forma incompatível com a meta fiscal, abertura de crédito suplementar por meio de decretos e operações de crédito, ou “pedaladas”, para financiar o Plano Safra 2015.
Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), preside os trabalhos. A defesa nega todos os itens da denúncia formulada pelos juristas Janaina Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Senadores sabatinaram, ontem, a presidente afastada em maio.
Discursos dominam a última fase do processo, hoje, frustrando os planos do presidente interino Michel Temer de seguir para reunião do G20, na China, efetivado no cargo. Defesa, acusação e senadores discursam mais uma vez. Votação final começa, amanhã, às 10h (Horário de Brasília).