Investigação do duplo homicídio, ocorrido em Campo Grande, no dia 12 de agosto, em que as vítimas foram Magno Gauber Guimarães e Ailton Márcio de Oliveira Ferreira, ambos de 32 anos, teve reviravolta. Contradizendo afirmações de testemunhas de que o crime teria sido cometido por dois ocupantes de motocicleta, laudo de perícia aponta que tiros surgiram de dentro da casa onde as mortes ocorreram, na Rua Randolfo Lima, no Bairro Nova Lima.
De acordo com informações do delegado da 2ª Delegacia de Polícia Civil, Weber Luciano, o assassino foi identificado como Ezequiel Romero Spinoza, de 28 anos, de nacionalidade paraguaia. A autoridade policial explica que Ezequiel mora no país vizinho, mas estava na Capital prestando assistência para irmã – dona da casa onde o crime aconteceu. A mulher está em tratamento de doença.
O verdadeiro autor do crime foi identificado depois de exames periciais indicarem que os tiros partiram de dentro da casa, onde o carro que as vítimas estavam, modelo Uno, havia sido estacionado. Apuração inicial dava conta de que Ailton teria sido perseguido por atiradores e morreu dentro do imóvel. Margno foi assassinado dentro do carro.
“Diante da comprovação, tivemos contato com o advogado da dona da casa que nos explicou que a moradora é irmã do autor do duplo homicídio. Por meio dele, tivemos contato com Ezequiel, por telefone, e ele ficou de se apresentar até o dia 15”, disse o delegado Weber.
Na versão de Ezequiel, por razão que ele ainda não esclarecida, Ailton e Magno teriam ido até a casa para matá-lo. Ao notar a chegada do Uno e que Ailton havia descido armado, escondeu-se atrás de portão e surpreendeu o primeiro alvo com três tiros de pistola israelense. Depois, matou Magno dentro do carro.
Ezequiel fugiu de volta para a cidade onde mora, em Pedro Juan. Por enquanto, na avaliação do delegado, houve legítima defesa e ficou combinado com Ezequiel que pedido de prisão não será feito, caso ele se apresente até a data combinada. Caso contrário, a autoridade policial promete encaminhar o pedido ao judiciário e pedir ajuda da polícia paraguaia para cumprir a prisão.