Frente a empresários brasileiros e chineses, reunidos em um seminário em Xangai, nesta sexta (2), o presidente Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se desdobraram para apresentar um país pacificado em plena retomada de confiança.
"É um país seguro e estável, não há conflitos políticos ou religiosos", disse Meirelles durante palestra. "Nós tivemos agora uma mudança no governo, mas que foi feita em paz, dentro das normas da Constituição, presidida a sessão pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, tudo segundo ritos definidos pela Justiça."
Temer chegou em meio a aplausos da plateia, composta por cerca de 400 pessoas, e a selfies dos chineses.
Em sua fala de pouco mais de oito minutos, Temer citou Confúcio duas vezes.
"Os últimos 120 dias, sabem todos, foram de transformações em nosso país. Mesmo em um período de interinidade, pudemos avançar. As expectativas dos agentes econômicos melhoraram, a confiança foi restabelecida, e os indicadores começaram a se recuperar", disse o presidente à plateia, emendando:
"Confúcio, esse monumento de sabedoria que a China nos legou, escreveu que o homem correto faz antes de falar, apenas depois fala de acordo com aquilo que fez. Sinto-me muito à vontade de lhes falar dos futuros do Brasil, porque as bases desse futuro já foram lançadas".
Segundo Temer, "o fundamento central" de seu governo é uma série de responsabilidades: fiscal, monetária e política.
Ao fim de sua fala, ao falar da recessão brasileira, o presidente citou Confúcio novamente. "A sabedoria confuciana nos oferece a melhor lição: a glória não está em nunca sair, mas em sempre levantar", disse.