Cidades

PARALÍMPIADA 2016

Paratletas de MS entram no clima <br>do Rio 2016 na busca do ouro

Deleção brasileira terá 13 competidores do Estado nos Jogos Paralímpicos

Redação

03/09/2016 - 07h00

Treze competidores sul-mato-grossenses vão representar o Brasil na Paralímpiada 2016, que começa no próximo dia 7, no Rio de Janeiro. Eles vão em busca do ouro em quatro modalidades: atletismo, canoagem, futebol de 7 e judô. Os Jogos, que seguem até 18 de setembro, terá a presença de 4.350 atletas de 160 países, competindo em 22 modalidades.

Após duas medalhas de bronze, em Pequim 2008 e Londres 2012, a judoca campo-grandense Michele Ferreira (52kg), quer novamente um lugar no pódio, nesta edição dos Jogos. “Qualquer medalha satisfaz, as cores são detalhes o que importa é subir no pódio”, afirma a judoca, que perdeu parte da visão por causa de uma toxoplasmose congênita.

Para atingir seu objetivo, Michele vem treinando duro. Há quatorze dias ela foi para São Paulo, onde participa da aclimatização dos Jogos, junto à delegação brasileira de judô. São doze competidores, sendo cinco no feminino. Amanhã, o grupo parte para o Rio de Janeiro.

No atletismo, o Brasil terá dois competidores sul-mato-grossenses. A três-lagoense Silvania Costa de Oliveira, vai disputar o salto em distância classe T11 (cego total). Em 2015, ela foi ouro no Mundial da modalidade em Doha (Qatar), e no Parapan-Americano no Canadá.

Já o campo-grandense Yeltsin Jacques vai à pista nas provas de médio fundo e de longa distância. Sofrendo de baixa visão, decorrente de acidente de trabalho, ele tem chance de medalha, principalmente, nos 1.500 metros. 

No ano passado, Yeltsin ficou em quinto lugar no Mundial em Doha. Ele participa dos Jogos no Rio, ao lado do atleta guia Guilherme Ademilson dos Anjos Santo, também de Campo Grande.

CANOAGEM

A campo-grandense Débora Benevides fará sua estréia paralímpica, na canoagem. Em sua primeira participação, ela tem a meta de chegar pelo menos entre as cinco melhores, na classe KL2. “Ou quem sabe subir no pódio. Isso não é tão difícil, mas exige muito mais do atleta”, ressalta Benenides, que sofre de deficiência física.

A canoagem brasileira contava com outro representante de MS: Fernando Rufino, de Itaquiraí. Em julho, porém, ele foi diagnosticado com um problema cardíaco. “No momento não posso competir em prova de curta explosão, minha especialidade”, explica Fernando, que ficou paraplégico, em 2005. Ao descer do ônibus foi  arrastado pelo próprio veículo. (colaborou Jones Mário)

 

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