A série de entrevistas do Correio do Estado com os candidatos à Prefeitura de Campo Grande continua hoje, com Aroldo Figueiró, do PTN.
CORREIO PERGUNTA
Quais são os setores prioritários do seu projeto de gestão?
AROLDO FIGUEIRÓ –
Saúde, educação, segurança e transporte público.
Especificamente sobre saúde, qual o plano para melhorar o sistema da cidade?
Primeiramente, fazer com que as pessoas trabalhem felizes, porque às vezes elas estão por obrigação no seu ambiente de trabalho. Sistema de saúde é um lugar onde não cabe pessoas que não têm aptidão para aquele serviço. Em segundo lugar, criar espaços físicos fundamentais. Terceiro, fazer um concurso público para o preenchimento das vagas necessárias, para o bom cumprimento do serviço.
Como pretende impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade?
Gerando oportunidades e incentivos, tais como melhoria do tributo, melhor circulação da moeda, e incentivando a construção civil.
Entre as medidas estão os incentivos fiscais para que as pessoas venham para Campo Grande, mas eu pretendo também trabalhar o entorno, para fazer da Capital uma região metropolitana, e para isso temos de trabalhar as cidades circunvizinhas.
Como colocar em prática esses projetos em tempo de crise financeira e baixo crescimento da arrecadação?
Esse baixo crescimento da arrecadação é motivado pela má aplicação dos recursos. Quando a população estiver com esperança de novos dias, novos rumos, eu tenho certeza, porque é da índole do campo-grandense cumprir com sua obrigação, esse dinheiro retorna. E se ele retorna, Campo Grande é autossustentável. Existem cidades no Brasil que não estão em crise, porque há uma gestão profícua. Além do ânimo da população, às vezes você tem alguma dificuldade, mas se você tem certeza de que amanhã você vai se dar bem, aquilo não é qualificado como tropeço, e sim como uma dificuldade momentânea. Se você percebe que os seus tributos vão ser aplicados na busca de melhorar sua qualidade de vida, você passa a ser compromissado com a evolução da cidade, você cria coragem para novos investimentos, você está motivado ao crescimento que a cidade participa. Com o crescimento pensado, programado e planejado que a cidade vai executar, você passa a fazer parte disso, é diferente de você estar tendo apenas prejuízo. Uma iluminação cara, uma circulação comprometida da moeda, uma evasão de recursos absurda por conta da corrupção... Esses fatos todos somados desanimam, faz de Campo Grande uma cidade triste. Nós queremos que a Capital volte a ser alegre, romântica e volte a acreditar e incentivar. Realmente, o Brasil inteiro está com problemas, mas o nosso ímpeto, a nossa vocação faz com que nós estejamos bem, e isso só está acontecendo ao contrário porque nós estamos desanimados e até envergonhados com a política tanto no Estado, como no Brasil, e no nosso município também, tudo isso leva o povo brasileiro a descrer das oportunidades.
A cidade passou por um turbulento período político. Como você avalia as consequências para a Capital?
Não é só para a Capital, é para o Brasil. Nós temos uma desaceleração na cidadania, na postura, e uma aceleração na corrupção muito grande. E isso realmente traz um comprometimento na qualidade de vida das pessoas. Até porque passa a ser a lei de “Gerson” o norte de todo o mundo. Ninguém hoje pensa em como pode servir, e sim o que pode aproveitar das oportunidades políticas, e isso é um mal que eu acho que não é de um dia para o outro que será sanado. É uma dificuldade que primeiro será percebida no comportamento das pessoas para, depois, existir um comprometimento de recuperar a dignidade da sociedade. O aprendizado todo, até da gramática, está danificado, então o Brasil está doente e a cidade também está doente. O comprometimento é que você vai recuperar a cidade, mas principalmente o exemplo, porque nós temos assistido a muitas promessas de campanha que são alheias ao executar, quando a pessoa ganha tanto no governo estadual quanto no governo federal.
Algumas promessas feitas foram para o ralo, não existe comprometimento com o que se faz. O partido não tem um posicionamento socioeconômico e político definido. Então, nós precisamos voltar.
A última vez que se existiu foi com a UDN (União Democrática Nacional) e o PSD (Partido Social Democrático). E isso já faz muito tempo, a maioria dos brasileiros que vive hoje não viveu isso e não sabe interpretar. Mas eu vejo isso em outros países e acho correto.
Qual o seu diferencial para tornar-se prefeito de Campo Grande?
Primeiro, amor pela cidade. Eu nasci na Rua 14 de Julho. Segundo, a minha postura. Eu moro na mesma casa há trinta anos e não pretendo me mudar, se for prefeito. Porque eu tenho raízes ali. E, terceiro, o conhecimento. Eu sou um planejador de cidades. Eu vivo isso e, dando aula na engenharia, consigo passar para os meus alunos a questão do gerenciamento, que é uma das matérias que eu leciono. Na questão do transporte, sou expert, dou auditoria em MBA Ambiental. Sou especialista em gestão, perícia e avaliação.
Além desse conhecimento, da minha participação no conselho estadual das cidades desde que o conselho começou a funcionar, eu sou conselheiro no Crea (Conselho Regional de Engenharia) pela sexta vez, e lá nós sempre discutimos a metodologia, porque muito da cidade é engenharia, e eu, como engenheiro, acho que atendo 80% da cidade. Não tem outro engenheiro, arquiteto ou outro candidato com o mesmo quilate de trabalho prestado dentro do Planejamento Urbano. Então, me considero o melhor por conta de eu ter um conhecimento mais apropriado. Agora eu destaco a minha postura. Comigo não tem corrupção! E é isso que Campo Grande precisa: seriedade no trabalho.