Cidades

R$ 136 milhões

Mais caro da história, Enem 2016 bate recorde na arrecadação com inscrições

Mais caro da história, Enem 2016 bate recorde na arrecadação com inscrições

Redação

09/09/2016 - 09h29
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Ainda faltam pouco menos de dois meses para as provas, mas o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 já acumula dois recordes. A atual edição é a campeã no valor arrecadado com inscrições e, ao mesmo tempo, tem a maior previsão de custo para os cofres do governo federal desde 2009, ano em que a prova assumiu o atual formato.

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), a previsão orçamentária para o Enem 2016 é de R$ 788.345.024, o maior valor absoluto autorizado a ser empregado na realização do exame. Com as 8,732 milhões de inscrições, o MEC arrecadou R$ 136,2 milhões, o que também representa o maior valor da série. Em média, se descontado dos gastos o a arrecadação com inscrições, o custo médio por aluno será de R$ 74,67 neste ano.

O MEC informou que ainda não pode detalhar os custos por área (impressão de provas, segurança e correção). A pasta deu como exemplo o valor que pode ser gasto com correção de redações.

"O pagamento da correção, só será realizado para o número de participantes que efetivamente realizarem a prova. Portanto, qualquer afirmação, neste momento, do gasto efetivo para o Enem 2016, não é exata", informou o MEC, que na semana passada chegou a divulgar estimativa de custo total de R$ 828 milhões. Após ser questionado na segunda-feira (5) pela equipe de reportagem, que solicitou o detalhamento dos gastos, o valor foi revisto para os atuais R$ 788.

Nas gestões anteriores, a estimativa média de gastos era de aproximadamente R$ 500 milhões. Em 2015, o então ministro Renato Janine Ribeiro afirmou que o custo médio da aplicação da prova por aluno era de R$ 52. No histórico da série, o valor de R$ 52 foi verificado em 2012, já considerando o abatimento das inscrições no custo.

A atual gestão do MEC defende que, apesar de ter a maior previsão de gastos, também conta com a previsão de diminuir o custo por aluno. A atual edição tem o segundo maior total de alunos inscritos. "Mesmo a dotação orçamentária de 2016 sendo maior que a do ano anterior, em virtude do aumento do número de inscrições, cerca de 1 milhão a mais e implantação de novos recursos de segurança, temos uma diminuição no valor per capita para o Enem 2016", afirma o MEC.

Exame em revisão
A atual gestão do MEC planeja mudar o formato do exame em 2017, mas garante que as provas de novembro seguirão o modelo tradicional. Apesar de ter anunciado a intenção, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, disse nesta quinta-feira (8) que o objetivo será resgatar a característica do exame de avaliar a situação do ensino médio.

"O exame não pode continuar sendo, com essa envergadura, um exame nacional de seleção para o ensino superior. A gente quer um exame que qualifique o desempenho e que inclua todos, onde os jovens não percam as vantagens que tiveram com o Enem, mas que ao mesmo tempo possa sinalizar para o ensino médio mudanças significativas ou aprofundamentos de currículo", disse Maria Inês.

O Enem, que será realizado em 5 e 6 de novembro, será aplicado em 1.727 municípios em 17 mil locais de prova, segundo o Inep. Neste ano, a taxa de inscrição subiu de R$ 65 para R$ 68. E, assim como no ano anterior, o cartão de confirmação não será enviado pelos Correios para cortar custos. Os candidatos deverão consultar no site do Enem (enem.inep.gov.br) o local onde farão as provas.

Números do Enem

8.732.184 inscritos
16 milhões de provas impressas
1.727 municípios de aplicação
17 mil locais de prova
77 mil malotes
6,1 mil rotas de distribuição
1.772 coordenadores estaduais e municipais
33.336 mil coordenadores de local de aplicação e assistentes
476.040 chefes de salas e aplicadores
20 mil aplicadores especializados
mil coordenadores de unidades prisionais e educativas

Neste ano, as provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia, sábado, o candidato terá 4 horas e 30 minutos para responder questões de ciências humanas e de ciências da natureza. No domingo, ele terá 5 horas e 30 minutos para as perguntas de linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática e redação.

Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. As provas começarão, nos dois dias, às 13h30. Os gabaritos oficiais das questões objetivas serão divulgados pelo Inep até o dia 9 de novembro. Já os resultados ainda não têm data marcada para serem apresentados.

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