O entrevistado de hoje da série com os candidatos à Prefeitura de Campo Grande é Marcelo Bluma, engenheiro civil e advogado. O candidato diz que fará reestruturação da máquina, com enfoque na infraestrutura e saúde. Bluma defende o IPTU ecológico e projeto de transformar a cidade em polo de tecnologia em informática.
CORREIO PERGUNTA
Quais são os setores prioritários do seu projeto de gestão?
MARCELO BLUMA –
A minha prioridade de gestão é a cidade como um todo, uma vez que se trata de um sistema que funciona de forma integrada. Entretanto, alguns setores necessitam de uma atenção especial nesse momento. É o caso da saúde, a infraestrutura e a organização da máquina administrativa.
A saúde e a máquina administrativa são problemas decorrentes de uma má gestão. Campo Grande tem uma bela estrutura instalada, mas não tem uma gestão eficiente que consiga organizar essas áreas.
Por ser engenheiro, tenho muita experiência com gestão de processos e pessoas, e vou reorganizar a estrutura da secretaria de saúde para que este sistema funcione da melhor forma possível, assim como farei uma reestruturação da máquina administrativa para que os serviços públicos voltem a ter uma qualidade elevada.
Com relação a infraestrutura, é preciso reorganizar a nossa secretaria de obras. Ela é o coração da prefeitura como atividade fim e está inteiramente desamparada e desmotivada. Eu sou engenheiro, vou transformar a secretaria de obras na locomotiva da administração municipal.
Especificamente sobre saúde, qual plano para melhorar o sistema da cidade?
O problema de saúde em Campo Grande é um problema de má gestão. A estrutura existente, postos de saúde, UPA´s, hospitais, e o recurso orçamentário destinado para a área não é pequeno, mas se perde em uma má gestão que necessita ser alterada urgentemente. Eu farei essa reorganização.
Como pretende impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade?
Para impulsionar o desenvolvimento econômico de uma cidade como Campo Grande é preciso atuar de maneira sistêmica, uma que se trata de uma cidade complexa com uma população elevada.
Farei um trabalho em várias frentes, fortalecendo o comércio local com programas de compras governamentais, atuando na equalização das taxas e impostos municipais, racionalizando o sistema de aprovação de projetos e fornecimento de informações por parte da prefeitura, bem como atuar na atração de empresas em geral, com foco no setor da economia criativa, que pode ser um grande diferencial para a economia do município.
Como colocar em prática esses projetos em tempo de crise financeira e baixo crescimento da arrecadação?
Esses são projetos que não demandam grandes investimentos financeiros. Na verdade, dependem muito mais da vontade política e visão do governante. Veja que fortalecer o comércio local passa pela vontade do prefeito de priorizar as compras da prefeitura de modo que os comerciantes locais possam participar. Evidentemente que a livre concorrência irá sempre prevalecer, mas é possível melhorar muito a participação do comércio local. Está muito claro para mim que as grandes compras que a prefeitura faz atualmente não favorece os micro e pequenos empresários da cidade.
Equalizar os tributos municipais, também. Veja que devemos evitar a demagogia que aparece no momento eleitoral quando os candidatos prometem reduzir os impostos e, depois de eleitos, fazem outra coisa. Nós vimos, recentemente, que o governador aplicou um tarifaço após a eleição. Ele não disse que faria isso no momento eleitoral. Mas é possível atuar com inteligência e espirito público para melhorar essa questão. Um exemplo é a regulamentação do IPTU ecológico que pode reduzir o valor do IPTU pago pelas pessoas auxiliando também a administração municipal.
Por fim, melhorar os sistemas da prefeitura demanda pouco investimento e pode impulsionar muito o município, assim como investir no fortalecimento das atividades voltadas para a economia criativa também. Por que não transformar Campo Grande em um polo de tecnologia de informática? O município tem tudo para atrair empresas deste setor.
A cidade passou por um turbulento período político. Como avalia as consequências para a Capital?
Campo Grande sofreu muito com a guerra entre prefeito e vereadores a ponto de se dizer que a cidade passou a ser noturna, ou seja, passou a ser uma cidade que só cresce quando o prefeito e os vereadores estão dormindo. Situação que causou um grande prejuízo para a cidade, que terá de ser recuperada nos próximos anos.
Além disso, o estado também sofre com os escândalos de corrupção que aparecem todos os dias. É preciso passar a régua nessa política fracassada que esta em ruínas neste momento em Campo Grande e no estado. Para isso, nada melhor que uma eleição para escolher pessoas que representem uma mudança na política atual.
Qual seu diferencial para tornar-se prefeito de Campo Grande?
O meu diferencial é a minha formação técnica e experiência política acumulada nos três mandatos de vereador que exerci na Câmara de Campo Grande, no período de 2000 a 2012.
Trabalho com administração de obras e tenho vasta experiência em planejamento e gestão. Conheço com profundidade os problemas estruturais de cidade e tenho condições de enfrentá-los com eficiência e precisão.
Por fim, a coligação Rede Sustentabilidade e Partido Verde, demonstra claramente que não tenho compromisso com grupos políticos que estão à frente do nosso estado e que construíram essa política fracassada que aí esta. Estou preparado para conduzir Campo Grande com responsabilidade, eficiência e representar a mudança que o município necessita.