Foi preso ontem à noite, 20 dias depois de desaparecer, o ex-assessor de Gilmar Olarte, Ronan Feitosa de Lima. Ele foi detido na cidade de Tracuateua, na região nordeste do Pará.
Ronan estava com mandado de prisão expedido desde o fim do mês passado, quando oficial de Justiça tentou notificar o ex-assessor que desapareceu.
De acordo com a sites paraenses, Ronan foi detido enquanto estava em um veículo estacionado em frente da casa de amigos. O ex-assessor foi levado pelos policiais para delegacia de polícia de cidade vizinha e deve ser encaminhado hoje para Belém e só depois ser transferido para Campo Grande.
O CASO
No dia 31 de agosto, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva determinou a prisão de Ronan, mas em cumprimento ao mandado, oficial de Justiça informou que o acusado não foi localizado. O endereço que ele tinha informado ao judiciário era no bairro Tiradentes.
O advogado que o defendia foi destituído e informou à Justiça que a última vez que houve contato com o réu foi em 18 de julho deste ano. Devido aos rumos do processo, o desembargador relator da ação determinou que Luiz Márcio dos Santos Feliciano apresente alegações finais no prazo de 15 dias.
DENÚNCIA
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fez investigação contra Olarte, Ronan Feitosa e Luiz Márcio. Os três foram acusados de formação de quadrilha e se utilizarem de influência política para obterem cheques em branco assinados e o descontarem com agiotas.
As folhas eram obtidas mediante promessa de ajuda política, empregos futuros e participação na administração municipal de Campo Grande com a posse de Gilmar Olarte, que até então era vice-prefeito.
Ronan trabalhava como assessor de Olarte no esquema, segundo o Ministério Público Estadual. Luiz Márcio estava ligado ao prefeito afastado por pertencer a mesma igreja.
Os crimes cometidos pelos investigados, segundo o Ministério Público, foram corrupção passiva (Gilmar Olarte e Ronan Feitosa) e lavagem de dinheiro (Gilmar Olarte e Luiz Márcio).