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NOVA YORK

Temer pede investimento no Brasil e cita estabilidade 'extraordinária'

Temer pede investimento no Brasil e cita estabilidade 'extraordinária'

Redação

21/09/2016 - 14h01
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O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta (20) em um encontro com empresários em Nova York que o Brasil vive uma "estabilidade política" extraordinária, num esforço para restaurar a confiança dos investidores no país. Sem citar nominalmente o governo anterior, Temer indicou que a paralisia política gerada pela má relação entre Executivo e Legislativo ficou para trás.

"No Brasil hoje nós temos uma estabilidade política extraordinária, por causa da relação política muito adequada entre o Executivo e o Legislativo. O que também dá segurança jurídica, porque nós temos alardeado que, lá no Brasil, o que for contratado será cumprido", afirmou o presidente.

O discurso ocorreu em um almoço com cerca de 270 empresários organizado pelo Conselho das Américas, foro de companhias com negócios na América Latina. Temer abriu sua fala mencionando a crise política que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, dando a entender que seu impacto foi passageiro.

"Quero dizer que todos sabem que passamos por um brevíssimo período, digamos assim, de instabilidade política. Não uma instabilidade definitiva, na medida em que se verificou um processo político que levou a um impedimento", disse Temer.

O presidente mostrou urgência na necessidade de reformas econômicas, lembrando as dificuldades econômicas que herdou do governo anterior, com destaque para um "deficit orçamentário muito grande", fruto de "medidas que deveriam ter sido tomadas muito tempo atrás, não foram e por isso geraram esta instabilidade financeira".

"Apanhamos também uma situação de desemprego muito acentuada, com quase 12 milhões de desempregados e por isso haveríamos, embora com muita cautela, enfrentar essas questões. A primeira ideia que ocorreu foi exatamente isso, é preciso uma integração e interação muitos grande entre o poder Legislativo e o poder Executivo. Na democracia você não tem autoritarismos", afirmou.

Temer contou ter recebido telefonema de três líderes partidários, sem especificar quais, que teriam "fechado questão" para votar a PEC (proposta de emenda constitucional) que institui um teto ara os gastos públicos. "Temos apoio significativo do Congresso."

Além da PEC do teto de gastos, Temer defendeu a necessidade de uma "reforma radical" do sistema previdenciário e destacou a importância do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) nos esforços do governo em retomar os investimentos e sair da recessão.

"Fomos mais adiante. Recentemente lançamos um programas de parcerias de investimento para fazer algo que está previsto na nossa Constituição. A iniciativa privada participar juntamente com o poder público do desenvolvimento, do crescimento do país, é fruto de normas de nossa Constituição", disse o presidente.

Enquanto Temer falava, dois protestos ocorriam na porta do hotel em que ocorreu o evento, ambos com cerca de 20 pessoas. Um, de opositores do governo, outro de oficiais de chancelaria, que estão em greve por melhores salários.

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