A inflação registrada em setembro em Campo Grande fechou em 0,26%, uma queda de 0,04% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp (Nepes).
A alta de 6,72% no preço da gasolina foi a principal responsável pelo resultado. Na sequência, outros itens que tiveram alta nos preços e mais contribuíram com a inflação foram: patinho (14,8%), contrafilé (8,42%), sabão em pó (2,91%), fósforos (11,63%), café (4,77%), acém (3,9%), aluguel apartamento (0,53%), queijo cremoso (19,66%) e costela (5,33%). Alguns itens tem índice de participação maior na inflação do que outros, por isso nem sempre o que teve maior alta é o que mais contribuiu no resultado.
Já os produtos/serviços que ajudaram a segurar a inflação de setembro foram: leite pasteurizado (-9,53%), batata (-22,99%), pescado fresco (-8,93%), alcatra (-2,87%), arroz (-2,03%), detergente (-5,01%), alface (-9,71%), etanol (-0,96%), fio dental (-11,40%) e repolho (-21,64%).
ACUMULADA
A inflação acumulada nos últimos doze meses caiu de 9,33% (até agosto) para 8,99%, mas ainda está acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, esse resultado sinaliza que “mesmo com redução, a inflação acumulada de 2016 não deve atingir o teto da meta, como é esperado pelo governo, pois a queda está muito lenta”, explica Celso. Nos últimos 12 meses os maiores índices acumulados por grupo foram: grupo Alimentação (15,23%), Educação (12,77%), Transportes (9,83%) e Despesas Pessoais (9,16%). “Percebe-se, que a inflação tem impactado com mais força as classes de menor poder aquisitivo, que priorizam a alimentação nesse período de dificuldade”, complementa o professor.
No acumulado de 2016, a inflação já atinge 5,84%, ultrapassando o centro da meta do CMN. Registraram os maiores índices no período: Educação (11,13%), Alimentação (7,64%), Despesas Pessoais (7,54%) e Saúde (6,95%).