Cidades

Internacional

Direita avança em voto municipal no Chile, e aliança de Bachelet vê queda

Direita avança em voto municipal no Chile, e aliança de Bachelet vê queda

Redação

24/10/2016 - 13h13
Notícia sem imagem

 A um ano da votação presidencial, o Chile teve neste domingo (23), com eleições municipais em todo o país, um termômetro do que deve ser a disputa em 2017.

A aliança de centro-esquerda atualmente no governo, a Nueva Mayoria, encolheu devido ao desgaste da gestão Michelle Bachelet.

Já a direita, representada pela coalizão Chile Vamos, se expandiu, conquistando algumas cidades consideradas chave no mapa eleitoral chileno, como a comuna de Santiago (não se trata da cidade toda, apenas do centro mais importante da capital). Dos dez maiores municípios do país, oito ficaram com a aliança direitista.

A eleição teve alto nível de abstenção (66%), e o resultado final mostrou o Chile Vamos como vencedor ao obter 38,5% dos votos, aumentando o número de cidades em seu poder, de 121 a 142. Já a Nueva Mayoria alcançou 37% dos votos, reduzindo o número de municípios em que governa de 167 a 144.

O desgaste do Nueva Mayoria está relacionado a dificuldades da presidente Bachelet em cumprir, junto a seu eleitorado, algumas de suas promessas de campanha.

A principal delas era convocar uma assembleia constituinte para redigir uma nova Constituição para o país -a atual ainda é a imposta pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), em 1980.

Nela, estariam incluídas uma reforma educacional -reivindicação que levou milhares de jovens às ruas em 2011, leis que minimizariam a desigualdade da distribuição de recursos e atuação do Estado -principalmente no Sul do país, mais empobrecido-, e avanços em direitos civis.

A promessa de aprovar uma lei de aborto (para casos de estupro, má-formação do feto e risco de vida para a mãe) passou pela Câmara dos Deputados, mas está travada no Senado -o Chile possui uma das legislações mais rígidas no mundo, pois o aborto é proibido e penalizado em qualquer hipótese. Também estão parados no Parlamento projetos para aprovação do casamento gay e da legalização da maconha para uso medicinal.

Ajudaram a desgastar ainda mais a gestão o envolvimento de familiares de Bachelet em casos de corrupção e a desaceleração da economia devido à crise das "commodities". Espera-se, para 2016, um crescimento de apenas 1,7%, uma queda brusca com relação a uma média que se manteve sustentável nos últimos anos.

O novo contexto fez com que Bachelet, que havia deixado seu primeiro mandato (2006-2010) com mais de 80% de aprovação, e sido reeleita em 2013 com 62% dos votos, sofresse um duro golpe em sua popularidade, que chegou a seu ponto mais baixo, 15%, em agosto. A presidente realizou, então, mudanças em seu gabinete e prometeu avançar para cumprir o prometido antes do fim do mandato. Em outubro, conseguiu se recuperar um pouco, e agora sua aprovação encontra-se em 23% (segundo a consultora Adimark).

Segurança pública

Sejusp comemora a PEC da segurança pública

Aprovação de proposta deve endurecer medidas de enfrentamento ao crime organizado e financiamento com previsão de repasses obrigatórios

06/11/2026 12h45

Sejusp comemora a PEC da segurança pública

Sejusp comemora a PEC da segurança pública Bruno Rezende/Secom-MS

Continue Lendo...

IFRIT

Advogado de Hoffman diz que traficantes eram apenas informantes

Material da Polícia Federal traz imagens do ex-delegado da Denar em comemorações, churrascos e até karaokê com um dos supostos chefes do tráfico em Ponta Porã

06/11/2026 12h25

PF e MPMS suspeitam do envolvimento do delegado Hoffman no desvio de drogas em MS

PF e MPMS suspeitam do envolvimento do delegado Hoffman no desvio de drogas em MS Gerson Oliveira

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).