Demitido do Fluminense no último domingo (5), o técnico Levir Culpi divulgou um comunicado para se pronunciar sobre o assunto. Ele se mostrou bastante insatisfeito por ter o trabalho interrompido a quatro rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. "Estou 'puto da cara', mas preciso dizer algumas palavras", afirmou. Em seguida, o treinador criticou o Fluminense, que, segundo ele, é conhecido no meio por ser famoso em demitir.
Levir foi além e deixou claro que cometeu erros e que eles é quem resultaram em sua decisão. Porém, ele lembrou do período eleitoral pelo qual o clube atravessa e disse que a pressão em cima de atletas e comissão técnica varia demais dependendo do resultado obtido em campo.
"Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota", disse o treinador.
Abaixo, a íntegra do comunicado de Levir:
"Estou 'puto da cara", mas preciso dizer algumas palavras.
Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famosApós demissão, técnico Levir Culpi critica o Fluo por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota.
Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã.
Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?
Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós.
Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros.
Esses meses entre 'céu' e 'inferno' estarão inclusos no livro 'De volta ao inferno', quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu. Assim como o livro anterior, 'Um burro com sorte', esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!"