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Brasil fica estagnado e é pior emergente em ranking de avaliação de inglês

Brasil fica estagnado e é pior emergente em ranking de avaliação de inglês

Redação

16/11/2016 - 08h56
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O Brasil se manteve estagnado no ranking mundial de avaliação do nível de proficiência em inglês. Se comparado com os países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África Do Sul), o país é o último colocado no que se refere ao domínio da língua.

Com pontuação de 50,66, o Brasil continua na categoria de "proficiência baixa" ao ficar na 40ª posição no Índice de Proficiência em Inglês (EPI, na sigla em inglês) da EF Education First, empresa de educação internacional especializada em intercâmbio, divulgado nesta quarta-feira (16). Nesta edição, o índice mediu o domínio da língua em 72 países.

No ano passado, o desempenho dos brasileiros foi melhor, com pontuação de 51,05, mas ficou na 41ª posição entre 70 países avaliados. O resultado só não foi pior do que o apontado em 2012, na segunda edição do estudo, quando o nível de proficiência dos brasileiros foi classificado como muito baixo.

"O Brasil continua estagnado, o que mostra que as políticas de ensino do idioma não se mostraram efetivas nos últimos anos. Com a retomada do debate sobre reforma do ensino médio, o Brasil pode olhar para outros países que passaram por esse processo. A importância do foco deve ser feita de forma correta combinado com seus atores, isto é, com professores, alunos e metodologia", disse Luciano Timm, vice-presidente de Relações Institucionais e Acadêmicas da EF Educaton First.

O presidente Michel Temer apresentou uma medida provisória de reforma do ensino médio que prevê, entre outras propostas, que o ensino da língua inglesa seja obrigatório a partir do sexto ano. Até então, era obrigatória a inclusão de uma língua estrangeira moderna a partir do quinto ano. Além disso, a escolha do idioma era de responsabilidade da "comunidade escolar".
 

BRICS

Entre os Brics, o Brasil apresenta a pior posição no ranking, atrás de China (39), Rússia (34) e Índia (22). A África do Sul não faz parte do índice porque o inglês é uma das línguas oficiais. Na edição de 2015, o Brasil havia ultrapassado a China.

"A nossa observação é que estamos parados por falta de definições fundamentais em educação. Estamos falando da capacidade competitiva dos brasileiros e da empresas na qual o Brasil não pode se dar ao luxo de estar desconectado das outras nações, por isso, precisamos dar esse importante passo de tornar o inglês como parte estratégica para competir no mundo", afirmou Timm.

Ele afirma ainda que a China entendeu que o inglês é o básico dessa pirâmide de educação e que um grande número de empresas chineses precisam estar disponível para se fazer negócios. "Tem uma correlação do inglês com a possibilidade de fazer negócios. E a China, com a definição de ser tornar um líder mundial de inovação, entendeu que o inglês é um ponto importante para a concretização desses negócios."

BRASIL

No país, apenas Distrito Federal e Rio Grande do Sul, com pontuação de 53,01 e 52,88, respectivamente, têm proficiência considerada moderada. Na edição 2015, o Estado de São Paulo também configurava nessa categoria com 53,6, mas este ano, os paulistas tiveram uma pontuação de 51,49 e foram rebaixados para a categoria de proficiência baixa.

Na mesma categoria de São Paulo ainda estão Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará e Pernambuco (confira abaixo o ranking no país).

O Estado de Mato Grosso foi o mais mal avaliado, com 44,4 pontos. No ano passado, Rondônia ocupava esta posição -este ano, o Estado subiu de 44,79 para 47,40, mas ainda continua na proficiência muito baixa. O estudo também considerou a classificação por cidades. Os brasilienses, os paulistanos e os campineiros se saíram melhor e ficaram com as três primeiras colocações, todos com proficiência moderada.

"O Brasil precisa investir em uma reforma educacional para implementar uma nova política para o ensino médio, que determina que o inglês passe a ser disciplina obrigatória em todas as escolas, dar capacitação de professores de inglês em larga escala e o uso inovador de metodologias de ensino podem mudar esse cenário ", disse Timm.

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