Cidades

PRISÃO DOMICILIAR

Garotinho tem alta e deixa hospital após cirurgia cardíaca

Garotinho tem alta e deixa hospital <br> após cirurgia cardíaca

Redação

22/11/2016 - 09h43
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O ex-governador Anthony Garotinho recebeu alta do Hospital Quinta D'Or, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio, na manhã desta terça (22) e já deixou o hospital. Ele estava internado na unidade desde a noite de sábado (19). Como informou a GloboNews, o ex-governador deve ser levado para casa, onde cumprirá prisão domiciliar.

Ele foi submetido a um do cateterismo no domingo (20). Garotinho disse que começou a sentir dores abdominais quando estava na Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, na quarta-feira (16), dia em que foi preso em casa pela PF através da Operação Chequinho.

Garotinho é suspeito de usar o programa social Cheque Cidadão para comprar votos nas eleições de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo sua defesa, ele passou mal após a prisão e foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. De lá, foi levado à força para a UPA de Bangu após uma decisão judicial que determinava sua transferência para o Complexo penitenciário de Gericinó.

Outra decisão, porém, liberou o ex-governador para tratamento em hospital particular pago por seu próprio bolso, e, posteriormente, prisão domiciliar. No domingo, Garotinho se recusou a ser examinado por uma equipe de médicos peritos do Ministério Público.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público (MP) informou que dois peritos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (Gate) estiveram no hospital no domingo para avaliar o estado de saúde do governador. Diante da recusa por parte de Garotinho - e do aviso feito por policiais federais que ele, por decisão judicial, estaria incomunicável -, médicos do Gate chegaram à conclusão que o exame direto seria inadequado.

Mesmo assim, eles tiveram acesso à documentação médico-hospitalar do ex-governador. No parecer técnico, eles afirmam que "o governador estava respirando em ar ambiente, sem precordialgia, em boas condições clínicas e com os sinais vitais e todos os parâmetros dentro da normalidade".

Operação começou em setembro

Segundo o Ministério Público Estadual, em troca dos votos, a prefeitura oferecia inscrições fraudulentas no programa Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário. A iniciativa é semelhante ao Bolsa Família e foi criada para atender a população de baixa renda.

A Operação Chequinho começou em setembro deste ano, quando o MPE e a PF viram um "crescimento desordenado" do Cheque Cidadão. Em apenas dois meses, o número de inscritos passou de 12 mil para 30 mil. Desde então, a operação prendeu vereadores, eleitores e outros envolvidos no caso. Todos já foram soltos.

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