Calçadas intransitáveis, repletas de obstáculos entre declives e irregularidades que atrapalham pedestres, especialmente pessoas com mobilidade reduzida e deficiência física, são facilmente encontradas em Campo Grande. No centro da Capital ou nos bairros mais distantes, as reclamações relacionadas ao local que deveria ser destinado à circulação segura de pedestres são muitas. Problemas como esses resultaram em 354 notificações, das quais 187 se tornaram multas. Em relação ao ano passado, os aumentos respectivos são de 42% e 146%.
“Sair de casa é uma verdadeira aventura”. É assim que a cadeirante e presidente da Associação de Mulheres com Deficiência, Mirella Tosta, 55 anos, define a dificuldade para andar em Campo Grande, devido a problemas em calçadas. A Avenida Afonso Pena foi recapeada, mas ficaram lombadas no asfalto, não tem como sair da rampa na calçada e ir na rua sem resultar em uma queda. É horrível atravessar as ruas também, não dá”, diz Mirella, que tem Síndrome dos Ossos de Cristal ou “doença dos ossos frágeis”.
(*) A reportagem, de Natalia Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.