Demolição do quiosque de Janete Santana, localizado na Lagoa Maior de Três Lagoas, principal ponto turístico do município, foi suspensa. Marcada para acontecer na manhã desta sexta-feira (9) a ação foi interrompida pela “proprietária” do local, que disse que só deixaria destruir “se passassem por cima dela”.
No local, havia policiais militares e representantes da Prefeitura, além de tratores, que executariam o trabalho de demolição. De acordo com informações do Departamento Jurídico da Prefeitura, uma nova medida deverá ser tomada até o próximo dia 17.
A demolição foi confirmada por meio do Secretário de Desenvolvimento Econômico, André Milton Denys Pereira. Segundo ele, a demolição do quiosque de Janete Santana se deve ao não cumprimento das regras estabelecidas por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que foi assinado pelos comerciantes do local, a Prefeitura e o Ministério Público.
“Ela ocupava o local regularmente, porém, se afastou por dois anos e neste período o quiosque foi utilizado por um casal, sem qualquer formalização”, explicou.
Conforme André Milton, a demolição foi adiada porque Janete e familiares estavam exaustados e o objetivo da Prefeitura não é fazer o trabalho “a força”, mas sim promover o entendimento de tal ação. “Queremos que eles entendam o motivo da demolição, estamos cumprindo uma determinação da Justiça”, destacou.
Janete Santana trabalha no local há 21 anos e na última terça-feira se reuniu com colegas de quiosques na Câmara de Vereadores com o objetivo de solicitar que ação fosse impedida pelos parlamentares, porém, sem sucesso.
Atualmente, existem 14 quiosques próximos da Lagoa, sendo que cinco deles foram construídos na Orla. Eles foram implantados após assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) da Prefeitura, para que não fossem classificados como vendedores ambulantes.