Edhem Araújo Silva, 34 anos, foi preso há pouco, na casa de uma garota de programa, no Bairro Jardim Anache, em Campo Grande. Ele confessou ter matado a esposa Elizângela Aparecida Barbosa de Oliveira Silva, de 41 anos, na noite de ontem, com tiro no pescoço, na Rua Venâncio Aires, Bairro Jardim Vida Nova.
Conforme o delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2º Delegacia de Polícia Civil, no momento da prisão, Edhem disse que não tinha intenção de matá-la. “Chegamos na residência e ele estava escondido no banheiro”, contou ao Portal Correio do Estado.
Em conversa com vizinhos o delegado relatou que na hora do crime o homem estava sob efeito de drogas. “Testemunhas disseram que ele estava totalmente transtornado. Que bateu a cabeça dela na parede e depois efetuou os disparos”, pontuou o delegado.
Usuário de drogas, antes de matar a esposa, Edhem quebrou o forro da casa, achando que a mulher estava o traindo e que o amante estava escondido na caixa d´água. “Depois que ele atirou e caiu em si, colocou a mulher no carro e tentou socorrê-la, mas no meio do caminho acabou a gasolina. Revoltados, os vizinhos destruíram o carro dele”, relatou o delegado.
A dona da casa onde o suspeito foi preso não deve ser autuada. “Ela será ouvida, mas não vejo necessidade de autuá-la como co-autora”, frisou o delegado.
O CASO
Elizângela foi assassinada com tiro no pescoço e o principal suspeito do crime é o marido Edhem Araújo Silva, 34 anos, que tem passagens na polícia pelos crimes de tráfico de drogas, receptação e ameaça. Há ainda a suspeita de envolvimento com facções criminosas.
Testemunhas relataram para a polícia que ouviram gritos e disparo. Quando saíram para ver o que estava acontecendo, vizinhos se depararam com Edhem tentando colocar no carro Elizângela, que levou um tiro no pescoço e estava ensanguentada.
Moradores ajudaram Edhem, mas logo adiante veículo parou por falta de combustível. Ele novamente pediu ajuda para testemunhas, que colocaram a mulher em outro carro e a levaram para o posto de saúde do Bairro Vida Nova.
Edhem deixou Elizângela na unidade de saúde, contratou serviço de mototáxi, voltou para casa, pegou dinheiro, pagou o mototaxista e fugiu a pé. Já a mulher não resistiu ao ferimento e morreu momentos depois de chegar no local.
Elizângela e Edhem conviviam há nove anos e tinham filhos, mas nenhum deles em comum. No Natal, vizinhos ficaram assustados porque Edhem bebeu e efetuou vários tiros para o alto. A polícia acredita que essa mesma arma foi usada no crime.