Cidades

Campo Grande

Prefeitura deve mais de R$ 363,4 milhões a fornecedores e estuda cancelar contratos

Levantamento será feito para apontar quais serviços foram pagos mas não executados

Prefeitura de Campo Grande vai montar força tarefa para recuperar parte dos R$ 2 bilhões da dívida ativa do município e quitar dívida de R$ 363.424 milhões deixadas pela administração passada em débitos com fornecedores. 

Em coletiva de imprensa na tarde de hoje, prefeito Marcos Trad (PSD) apresentou documentos e explicou que herdou as dívidas da administração passada e equipes estão fazendo levantamentos nos contratos para saber exatamente o saldo devedor e cancelar contratos onde serviços pagos não foram prestados.

Conforme o secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, uma parte desta dívida já foi liquidada e o serviço executado, e outra parte foi empenhada, mas sem a realização do serviço. 

“Vamos verificar os empenhos abertos, em que o serviço não foi executado, para que se possa fazer o cancelamento deste empenho”, disse Pedrossian Neto.

Ainda segundo explicou o secretário, cada contrato será analisado e auditado minuciosamente. Apenas após esse trabalho prefeitura saberá exatamente o valor devido aos fornecedores.

Além da dívida com fornecedores, Marcos Trad disse ainda que gestão anterior deixou dívida de cerca de R$ 12 milhões em água e energia elétrica. Segundo ele, débito compreende prédios públicos da administração municipal e contas não estariam sendo pagas há cerca de seis meses.

Para não deixar a Administração Municipal no escuro, prefeito negociou com as concessionárias, que deram voto de confiança e não vão cancelar o fornecimentos dos serviços.

Quanto as dívidas a receber, no valor de R$ 2 bilhões, prefeito afirma não foi feito esforço para buscar o recebimento e será feita uma força-tarefa para recuperar de parte do montante.

Pedrossian Neto, explicou que nem todos os R$ 2 bilhões da dívida ativa, que são os créditos que a administração municipal tem a receber dos contribuintes, são recuperáveis.

“[Dívida ativa] vem do IPTU que não foi pago, que após um ano entra na dívida ativa, do ISSQN e de outras taxas e é superior a R$ 2 bilhões, mas tem a chamada dívida pobre, que ela não tem possibilidade de ser recuperada ou está judicializada”, explicou.

Para recuperar parte do montante, prefeitura pretende monta força tarefa da Procuradoria Geral do Município (PGM) junto com auditores fiscais da extinta secretaria de receita, que hoje é secretaria de Fazernda, Orçamento e Finanças, para ter um sistema de cobrança mais ágil dessa dívida e recuperar mais facilmente o valor.

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