Depois que paciente de 41 anos denunciou suposto estupro ocorrido dentro do Hospital Regional Álvaro Fontoura, em Coxim, outras três mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) da cidade para registrar a mesma queixa.
De acordo com o site de notícias Edição MS, motivada por matéria publicada no começo do mês, que aborda a denúncia do abuso, mulher de 37 anos alega ter sido vítima do mesmo rapaz. Em depoimento à polícia ela disse que constantemente era assediada na rua por ele até que precisou passar por radiografia no HR, ocasião em que foi atacada pelo técnico.
Ainda segundo a vítima, durante o procedimento de raio x, assim como fez com outras mulheres o técnico a mandou tirar a roupa e começou a passar a mão no corpo dela. Quando ameaçou gritar, o rapaz teria desistido e dito à vítima que ela era “osso duro de roer”.
A delegada responsável pelo caso, Silvia Elaine Girardi dos Santos explicou que, além delas, outras duas mulheres já ligaram para informar que também foram vítimas do técnico e pretendem registrar boletim de ocorrência.
Autoridade policial pede que, se caso outras pessoas tenham passado por situação semelhante, procurem a delegacia, pois além da denúncia, a oitiva delas também é fundamental para a investigação policial.
PRIMEIRA DENÚNCIA
No dia 5 de janeiro, após receber alta médica, mulher de 41 anos denunciou suposto estupro que teria acontecido no dia 27 do mês passado.
Em depoimento, a mulher relatou que estava na enfermaria do hospital quando foi levada pelo funcionário para exame de raio-x no tórax, em sala específica. Ao pedir que a paciente trocasse as roupas que vestia por outras do hospital, o técnico teria dito que a ajudaria a se despir. Após o exame, o funcionário teria dito que iria retirar o short da mulher, que, ao impedir, teve parte íntima tocada.
O técnico teria, ainda, passado as mãos no seios da paciente, dizendo: “nossa como você está gostosinha. Como seu marido deixou você sair de casa assim?”. A mulher foi levada de volta à enfermaria e relatou o fato para a filha. O suposto estupro foi levado ao conhecimento da assistência social da unidade de atendimento que disse ter aberto procedimento interno para apuração.