Prestes a ter o tratamento interrompido por falta de pagamento, prefeitura de Campo Grande negociou dívida com empresa responsável pelo atendimento médico de João Lucas, de 2 anos, que sofre de miopatia metabólica — doença que afeta os músculos — e precisa de atendimento domiciliar, e procedimentos médicos serão mantidos.
A previsão é de que ao menos 50% das notas que estão empenhadas sejam pagas até sexta-feira, 13, o que representa R$ 83 mil de um total de R$ 220 mil de dívida. Ao todo sete crianças recebem atendimento home care na Capital.
Ao Portal Correio do Estado, a mãe da criança, Mônica Bessa, contou que na segunda-feira, 9, a prefeitura tentou negociar dívida no valor de R$ 220 mil com as empresas KZT e Hospitalar Assistência Médica, que desde agosto de 2016 estão sem receber.
Conforme nota da prefeitura, “a atual gestão já tomou conhecimento da situação e está negociando com as empresas para quitar parte dos débitos o mais rápido possível, a fim de evitar prejuízos e eventual interrupção nos serviços”.
TRATAMENTO
Por meio de decisão Judicial Mônica conseguiu que a Prefeitura contratasse empresa para atendimento “home care” para João. Isto inclui visita de fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudióloga, médico, enfermeiro a permanência de técnico de enfermagem durante 24 horas.
O menino se alimenta por sonda e precisa de respirador, além disso, João não está mais enxergando.