Cidades

CRIME NA CAPITAL

Dono de lava a jato e funcionário irão responder pelo crime de homicídio

Delegado responsável pelo caso informou que pena pode chegar a 30 anos

Redação

14/02/2017 - 18h34

O delegado Paulo Sérgio Lauretto informou que o dono do lava a jato e funcionário que violentaram adolescente de 17 anos com mangueira de alta pressão irão responder por homicídio. O garoto morreu na tarde desta terça-feira (09) depois de ficar 11 dias internado na Santa Casa.

Ainda conforme Lauretto, o homicídio poderá ser qualificado, ou seja, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. “Vai depender do laudo médico”, pontuou o delegado.

O inquérito policial deve ser concluído ainda nesta semana. O delegado irá indiciar os envolvidos e encaminhar o documento para o Ministério Público, que deverá oferecer denúncia à Justiça.

CRIME

Há onze dias, mangueira de ar foi introduzida no ânus do rapaz pelo patrão e colega de trabalho em lava jato na Vila Morumbi. O local chegou a ser incendiado. Já em depoimento à polícia, os agressores alegaram que tudo se tratava de uma “brincadeira” e foram liberados logo em seguida.

Perfurações levaram a retirada do intestino grosso do adolescente, que teve quadro estabilizado cinco dias depois do crime. Era ele quem mantinha a família há um mês com o que ganhava lavando carro, pois a mãe não trabalha e o pai tem câncer.

REVOLTA DA FAMÍLIA

“Só quem é louco para fazer este tipo de coisa”, declarou Elsom Ferreira da Silva, de 52 anos, tio da vítima. Ele afirmou que advogado já foi acionado para entrar com pedido de prisão preventiva da dupla de agressores. “Não queremos que fiquem soltos. Queremos justiça”, declarou.

Ainda conforme o tio, o menino relatou que os agressores abaixaram sua calça para cometer o abuso. “Ficou constrangido de falar a verdade [diante de duas assistentes sociais], mas tiraram [a roupa] mesmo”, contou o tio.

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