Cidades

Crime

Funcionária pública teve pescoço quebrado pelo ex antes de ser jogada em piscina

Ex-marido foi preso ontem, em Sidrolândia, e confessou detalhes do crime

Redação

17/02/2017 - 11h02

A funcionária pública Luciene de Freitas Souza, de 43 anos, morreu depois de ser estrangulada e ter o pescoço quebrado pelo ex-marido Wagner Lopes, de 39 anos. Depois de matar, o homem jogou o corpo da mulher na piscina da casa onde ela vivia, no bairro Marcos Roberto. Luciene foi encontrada na segunda-feira (13) pela filha.

Wagner, que trabalha como auxiliar administrativo, foi preso ontem em Sidrolândia, na casa da sobrinha, que também acabou detida por dificultar a ação da polícia. Na Capital, o ex-marido confessou o crime e deu detalhes de como matou a ex-mulher.

Segundo a delegada Anne Karine Trevisan, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Wagner não aceitava o fim do relacionamento com a funcionária pública e a estava perseguindo.

No sábado (11), a mulher deu uma festa na casa onde vivia com a filha adolescente e Wagner chegou a invadir a residência e brigar com a ex, que estava acompanhada de outro homem. Wagner foi expulso da festa.

No dia seguinte, também à noite, Luciene estava em um bar e novamente foi procurada pelo ex. Bêbado, Wagner se escondeu perto do carro da vítima e a esperou sair do estabelecimento para persegui-la.

Quando chegou em casa, Luciene abriu o portão automático e Wagner aproveitou a brecha para entrar na residência. Assim que a mulher saiu do carro, foi surpreendida pelo ex, que a estrangulou com golpe conhecido como “mata leão”.

Luciene teve o pescoço quebrado e morreu na hora. Ao perceber o que tinha feito, Wagner arrastou o corpo da ex até a piscina e jogou na água. Depois disso, fugiu para casa onde mora, no bairro Paulo Coelho Machado. O corpo de Luciene foi achado na manhã seguinte pela filha.

Mesmo depois de matar a ex, Wagner foi ao trabalho no dia seguinte e depois do expediente decidiu fugir para Guia Lopes. Segundo a polícia, ele permaneceu dois dias dentro do carro em um matagal.

Com fome e sede, segundo relatos dele à delegada, decidiu pedir ajuda em uma fazenda e acabou entrando em contato com a irmã, que vive em Sidrolândia. Wagner recebeu ajuda de uma sobrinha e se escondeu na residência. O paradeiro foi localizado ontem pela polícia e Wagner acabou preso.

“Ele confessou o crime e deu todos os detalhes. Ele diz estar arrependido do que fez”, afirma a delegada. Wagner será indiciado pelo crime de feminicídio e se condenado pode ficar preso de 12 a 30 anos. 

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