Cidades

POLÍTICA

Vereadores acham pesquisa sobre prefeito prematura, mas cobram ações resolutivas

Marcos Trad (PSD) tem 45,40% de aprovação da população

Redação

21/03/2017 - 15h39

Vereadores de Campo Grande pontuaram que pesquisa de opinião sobre a gestão do prefeito ainda é prematura. Marcos Trad (PSD) está há quase três meses à frente da administração da Capital e conta com 45,40% de aprovação (ótima/boa) da população, conforme levantamento do Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul Ltda. (Ipems)

Em entrevista ao Portal Correio do Estado, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) disse que “o prefeito deveria ter aprovação, hoje, de no mínimo 60%, porque pegou prefeitura sem recurso financeiro, cidade esburacada”.

Carlão entendeu que os entrevistados fizeram avaliação cautelosa, “mas no meu ponto de vista, teria que ser avaliado melhor por seu empenho”, disse.  

Em relação ao serviço de tapa-buraco, o vereador opinou que o chefe do Executivo “Não conseguiu ainda tapar porque é momento de chuva. Se fosse período de maio para frente Campo Grande não tinha mais buraco. Se estivesse na administração do Bernal você não teria condições de andar nas ruas. Pegar período de estiagem, avaliação em maio ou junho, estaria melhor. Média de nota cinco está dentro do normal, porque tem muitos buracos”, avaliou.

Opinião semelhante é da vereadora Cida Amaral (PTN) . “Acredito no trabalho dele, só está faltando tempo para realmente a gente fazer a diferença diante da tamanha calamidade que a cidade se encontra. Acredito que precisamos outra pesquisa com um tempo mais prolongado”.

Questionada sobre a execução do tapa-buraco, Cida opinou que a “cidade teria que fazer novo asfalto, que não é condição que temos agora”. Ela enfatizou ainda que o “serviço [de tapa-buraco] não parou. Vamos precisar de muito serviço”.

Junior Longo (PSDB) opinou que Marquinhos fez bom trabalho, mas acredita que é preciso ter “um pouquinho mais de efetividade no trabalho dele”, disse. “No discurso que fez colocar em prática como, por exemplo, kit escolar. Até agora nada. Estamos em março. Se fosse para demorar licitação dos uniformes, que fizesse daqui e contemplasse empresa residente em Campo Grande. Seria uma forma de gerar emprego, renda no nosso município. Precisamos sair do discurso, da emoção da campanha e vir para a prática”, declarou.

Longo ponderou que a questão do asfalto na cidade é “complicada, difícil de resolver, cidade estava em situação caótica mas parece que teve um avanço e parou. Aquela efetividade das empresas trabalhando precisamos voltar a força tarefa para começar a resolver essa questão. Ele falava que ia cobrar o serviço prestado. A qualidade do serviço precisamos prestar mais atenção na atuação do prefeito”.

Eduardo Romero (Rede) disse que “é muito difícil no poder público, em menos de 90 dias de gestão, você ter elementos suficientes para classificar como bom, ruim ou regular”. Para ele, a “pesquisa reflete momento pontual de algumas questões. Claro que você vem de uma administração complicada que só complicou as questões financeiras e de conservação da cidade que qualquer coisa que você faz tem interferência. Com 90 dias de gestão não temos elementos concretos e palpáveis para avaliar de fato”.  

Romero disse ainda perceber boas intenções nas ações do prefeito, mas ressaltou que “no meio tem muitas coisas que não estão muito reveladas. Não consigo entender planejamento desta gestão para Campo Grande. Por exemplo, alguns procedimentos licitatórios, contratações sem licitação, retomada de contratos da gestão anterior, prorrogação de contrato com empresas que são questionáveis. Postos de saúde reabastecidos dependeu de decisão judicial, não foi um planejamento para reabastecer farmácias públicas. Cabem muitos questionamentos ainda”, disse.

Chiquinho Telles (PSD) avaliou que “ Marquinhos Trad está só resolvendo problema, ainda não deu tempo de trabalhar muito”. Ele lembrou das “heranças deixadas pela gestão anterior. Buraco chovendo todo dia, prejudicando patrolamento e cascalhamento” e ponderou que é um ano eleitoral também e existem muitas questões políticas”.

“No geral, Marquinhos tem se esforçado o máximo para colocar remédios nos postos, tapar buracos, resolver problema da Seleta/Omep, de 10 anos da Mato Grosso com a Via Parque, da merenda de péssima qualidade, uniforme. Essa média poderia ser melhor se o Marquinhos tivesse pegado uma Capital arrumada. Isso é reflexo das heranças malditas que o Marquinhos herdou e vai ter que arrumar. Esses números estão até bons. O prefeito anterior terminou mandato com muita rejeição. Ele conseguiu sair desse lamaçal. Faça uma pesquisa daqui seis meses”, completou.

O vereador Valdir Gomes (PP) comentou que “se fosse para dar uma nota, estou esperando os 100 dias, mas não daria uma nota alta”. Ele também considerou a situação crítica em que Marcos Trad assumiu a prefeitura, mas opinou que “os postos estão deixando a desejar” e “está cedo para dar uma nota boa ainda”.

Em relação ao serviço de tapa-buraco, Valdir Gomes mencionou ser este um dos fatores que o impedem de dar uma nota maior. “Tem lugares que está quase intransitável as ruas. Visitem o conjunto Estrela do Sul que, inteirinho, não dá para se andar. Ainda o prefeito não conseguiu alavancar a parte da saúde – agora chegou os medicamentos – não chegou os uniformes. Uma administração que não tem 100 dias ela ainda não está naquilo que a população, no meu entender, espera. Não podemos usar da demagogia”, finalizou.

A PESQUISA

O levantamento foi feito pelo Ipems (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul Ltda.) com 400 eleitores no período do dia 15 a 17 deste mês e apontou que o prefeito Marcos Trad (PSD) conta com 45,40% de aprovação (ótima/boa) da população.

A desaprovação é baixa, de apenas 10,96%, os demais números indicam indiferença da população com administração de Marcos Trad. Isto porque a pesquisa aponta 43,64% dos entrevistados avaliaram regular favorável e contrário ao governo do prefeito.

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