O prefeito Marcos Trad parece irredutível quanto aos pedidos de mais recursos públicos pela Santa Casa e critica gestão da instituição. Atualmente, o repasse mensal feito pelo município é de R$ 4,7 milhões.
Considerando, os outros entes da contratualização, Estado e União, o repasse total é em média de R$ 20 milhões todos os meses. A instituição pleiteava reajuste de R$ 3,5 milhões, o que foi negado pela administração municipal.
Sem conseguir o reajuste, a Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, cobrou o pagamento de R$ 14 milhões, referentes ao deficit que o hospital alega ter registrado nos primeiros três meses deste ano.
Sobre o pedido, o prefeito sinalizou que não deve assumir a dívida. Segundo ele, em 2014, durante a gestão do ex-governador André Puccinelli, a administração realizou aporte de R$ 80 milhões para pagar as dívidas do hospital. “Hoje eles já estão com uma dívida de quase R$ 55 milhões.
Diante do congelamento dos repasses, a Santa Casa teve de restringir o atendimento. Por isto, o município assumirá a regulação do hospital, que deixará de atender na modalidade chamada de “portas abertas”, em que o paciente chega ao pronto-socorro, é classificado e, posteriormente, atendido.
*Leia reportagem, de Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.