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Após ataque de Trump, Brasil aponta para risco de desequilíbrio diz ministro

Após ataque de Trump, Brasil aponta para risco de desequilíbrio diz ministro

Bruna Aquino

27/04/2017 - 07h48

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, criticou durante conferência sobre segurança em Moscou ações militares unilaterais, sem o apoio do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Afirmou que elas geram "desequilíbrio estratégico".

As declarações ocorrem na esteira do ataque norte-americano a uma base do governo sírio, ocorrido em 6 de abril, após o presidente Donald Trump dizer que agiria contra o alegado uso de armas químicas pela ditadura de Bashar al-Assad mesmo sem a anuência do órgão. Agora, Trump ameaça agir contra a Coreia do Norte, caso a ditadura de Kim Jong-un faça um teste de mísseis ou nuclear.

O Conselho de Segurança é a instância máxima decisória da ONU, e reproduz esquematicamente o mundo dos vencedores da Segunda Guerra Mundial e potências nucleares, tendo EUA, Rússia, Reino Unido, França e China como membros permanentes com direito a veto. Ações contra Assad, aliado da Rússia, são vetadas pelo Kremlin -usualmente com apoio chinês.

"O Brasil não apoia ações coercitivas sem mandato específico do Conselho de Segurança. Como vimos, nos últimos anos, na região historicamente mais instável do globo, violações do direito internacional tiveram como consequência o desequilíbrio estratégico e a desorganização das estruturas de poder estatal, que geraram agravamento de tensões, fragmentação política e proliferação de células terroristas", disse o ministro.

A posição é um tom acima daquela expressada pelo Itamaraty, que demonstrava preocupação com a escalada fora do marco legal da ONU.

Para Jungmann, "o mundo vai perdendo, com desconcertante rapidez, a estabilidade que desejamos todos".

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