O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) garantiu, durante agenda hoje pela manhã, que não vai cancelar contratos com empresas licitadas na gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e que estão envolvidas na Operação Lama Asfáltica. “Já acompanhamos essas empresas, pois muitas já tinham sido citadas em etapas anteriores”.
Azambuja diz também que não pode fazer rompimento prematuro com as empresas licitadas e que estão envolvidas na operação. “Se fizer rompimento é sinal de que já está julgado e que foi feito algo errado. Não posso dar condenação sumária sem dar direito a defesa contraditória”, justificou ele.
A operação, que está em sua quarta fase, pela Polícia Federal (PF), é denominada Máquinas de Lama e apura desvios de recursos públicos, direcionamento de licitações e superfaturamento de obras durante a gestão de Puccinelli. Na manhã de hoje, apreensões foram feitas e empresários envolvidos foram presos. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva, 32 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.
O ex-governador prestou depoimento e, em seguida, teve que colocar tornozeleira eletrônica na Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen).
Eleições 2018
Mesmo com os desdobramentos da quarta etapa da Operação Lama Asfáltica, Azambuja disse que não será beneficiado nas eleições de 2018, já que Puccinelli é tido como nome forte pelo partido. "Isso é normal, faz parte do rito. As investigações estão se aprofundando”, disse o governador.
Ainda mostrando naturalidade quanto ao andamento da operação, Azambuja justificou a atuação da PF quanto a condução coercitiva de Puccinelli. “É normal, serão requisitados novos documentos da gestão anterior, documentos antes de 2014. Esperamos que tenha conclusão e que o valor desviado, se comprovado, retorne aos cofres públicos do Estado”, finalizou Azambuja.