A Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou mais de 100 mil migrantes e refugiados que atravessaram o Mar Mediterrâneo e chegaram a Europa. Mais de 2,247 mil morreram ou são considerados desaparecidos depois que tentaram a travessia.
Quase 85 mil chegaram às costas italianas, 9,3 mil na Grécia e 6,3 mil desembarcaram na Espanha. No total, a OIM calcula em 101,210 mil o número de chegadas. Na sexta-feira passada, a organização anunciou 95,768 mil, mas sem ter atualizado os dados da Espanha.
No mesmo período de 2016 – entre 1 de janeiro e 3 de julho – o número de chegadas a Europa foi duas vezes superior (231,503 mil).
A diferença este ano é que quase 85% dos migrantes desembarcaram na Itália, enquanto em 2016 a maioria chegou à Grécia.
O diretor geral da OIM, William Lacy Swing, pediu aos membros da UE que ajudem os países do sul da Europa a receber e ajudar os migrantes resgatados no mar.
O tema “não pode ser visto como um problema somente para a Itália, e sim como uma questão de toda a Europa”, disse.
Dos 3 mil migrantes que morreram em todo o planeta desde o início do ano, mais de 2,2 mil faleceram quando tentavam chegar a Europa.