O Ministério Público Estadual pediu o bloqueio de bens do ex-prefeito Gilmar Antunes Olarte depois de investigação que apurou superfaturamento de 140% em contrato emergencial feito com a empresa Taira Prestação de Serviços LTDA para administração dos três cemitérios públicos de Campo Grande.
A ação civil pública, que tramita em segredo de justiça foi aceita pela Justiça Estadual e houve atendimento de liminar para bloqueio de bens de Olarte. O Ministério Público Estadual informou que durante a investigação, instaurada em março de 2016, foi identificado superfaturamento de 140% se comparado o valor do contrato anterior.
O pedido na ação foi para bloqueio de bens, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor do contrato ou o último vencimento de Olarte em órgão público.
Gilmar Olarte, enquanto estava no Poder Executivo, contratou a empresa sem licitação e de forma emergencial. A investigação apontou que em seis meses, a Taira Prestação de Serviços LTDA recebeu R$ 693 mil.
Em julho de 2015, a Prefeitura de Campo Grande contratou a empresa para serviços de manutenção dos cemitérios públicos municipais para o período de 180 dias e com valor de convênio de R$ 1,1 milhão. Essa ordem de serviço foi assinada por Olarte em 23 de julho de 2015.
O MPE fez recomendação em dezembro de 2015 para que o governo municipal, que então era administrado por Alcides Bernal (PP), suspendesse o contrato com a Taira Prestação de Serviços. Em nove anos, o contrato da empresa com a prefeitura multiplicou em 10 vezes.