Cidades

Varredura

Receita exige regularidade de mercadorias vendidas na 25 de março

Comerciantes receberam prazo de 24 horas para apresentar notas

Redação

12/09/2017 - 16h48
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Comerciantes do Shopping 25 de Março e da Galeria Florêncio foram intimados a apresentar documentos que comprovem a regularidade da mercadoria vendida nos cerca de 900 boxes dos espaços. Os dois centros comerciais foram fechados na segunda-feira (11), em operação da Receita Federal e da Prefeitura de São Paulo contra o comércio irregular no Centro da capital.

Um aviso afixado ainda na segunda-feira nas portas dos dois shoppings determinou que os comerciantes tinham 24 horas para comprovar a entrada legal da mercadoria no país. A operação “Setembro” tem como foco o combate ao contrabando e à pirataria.

O secretário das Prefeituras Regionais de São Paulo, Bruno Covas, afirmou na segunda que o Shopping 25 de Março, localizado na rua de mesmo nome, é um “espaço emblemático de venda de pirataria” e que a prefeitura vai impedir o comércio irregular no local. “A prefeitura vai emparedar esse espaço já que nós caçamos o alvará de funcionamento do Shopping 25”, diz.

Bruno Covas diz estimar que nos próximos dias serão apreendidas e retiradas do edifício cerca de 800 toneladas de mercadorias irregulares de 900 lojas e boxes, totalizando R$ 300 milhões. Também foram apreendidos computadores por meio dos quais a prefeitura pretende identificar os dos de lojas e do shopping.

A Receita afirma que, além do aspecto fiscal, o comércio irregular produz reflexos em outros crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, escravidão e até danos à saúde pública. Outro aspecto nocivo é a concorrência desleal, segundo a Receita Federal.

Durante a operação, funcionários de lojas e do Shopping 25 de Março aguardavam novidades do lado de fora do estabelecimento. Eles afirmam temer ficar sem emprego.

A operação contou com a participação do Ministério Público Federal.

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