Cidades

APOSENTADORIA

Dinheiro, pressão interna e Kubica motivaram decisão de Massa sair da F-1

Dinheiro, pressão interna e Kubica motivaram decisão de Massa sair da F-1

Redação

05/11/2017 - 04h00

Há quem diga que a temporada de 2017 foi um bônus na carreira de Felipe Massa, chamado de volta à Williams depois de anunciar sua aposentadoria da F-1 no final do ano passado. Afinal, com a surpreendente aposentadoria de Nico Rosberg e cessão de Valtteri Bottas para a vaga do alemão na Mercedes, o brasileiro ganhara a chance de correr por mais um ano.

Feliz com o novo regulamento, que tornou os carros mais velozes, Massa sempre indicou, desde o início do ano, que não trataria 2017 como uma temporada de despedida novamente: defendendo que ainda pilotava em alto nível, o piloto estava decidido a permanecer na F-1.

Tanto, que em junho, no GP do Canadá, Massa destacou ao UOL Esporte que não havia no mercado opções melhores para a Williams para fazer dupla com o jovem Lance Stroll em 2018.

O ar de confiança começou a mudar depois da pausa da F-1 em agosto. A partir do GP da Bélgica, no final do mês, Massa passou a ser mais duro em relação à falta de desenvolvimento do carro da Williams, sempre deixando claro que estava contente com seu desempenho. Internamente, setores do time pediam sua substituição na temporada seguinte e outros nomes começaram a ser estudados. Antigo sonho de Claire Williams, Fernando Alonso chegou a ser cogitado, mas as negociações logo foram descartadas.

Fatores financeiros também entraram na equação: a Williams vai ter em 2018 cerca de 30 milhões de dólares a menos do que o orçamento deste ano e o salário de Massa é relativamente alto, entre 6 e 8 milhões. Trabalhando para sua permanência, o piloto aceitou ter uma redução e passou a procurar patrocinadores no Brasil. "Mostrei para a equipe o que eu quero e agora falta eles verem o que querem.

Na Fórmula 1, todos os que entendem de corrida estão do meu lado. Mas lógico que às vezes as decisões são tomadas por aqueles que não tomam o caminho profissional do automobilismo", disse o brasileiro ao UOL Esporte no GP da Malásia, no fim de setembro.

KUBICA

O cenário se complicou de vez para Massa quando a Renault, que vinha realizando testes com Robert Kubica, decidiu contratar Carlos Sainz, em um negócio que envolveu a mudança de fornecimento de motores da McLaren. Com o polonês, que está há sete anos afastado por um grave acidente de rali, mas é muito bem avaliado pelos engenheiros, no mercado, a Williams resolveu também oferecer um teste ao piloto.

Tendo ganhado espaço na Williams depois de ter substituído Massa quando o brasileiro teve uma vertigem postural no GP da Hungria, o reserva Paul Di Resta, muito em função da relação com o pai de Lance Stroll, Lawrence, também ganhou um teste, realizado entre os GPs do Japão e dos EUA.

Mesmo não tendo sendo tão veloz quanto Di Resta em termos de tempo de volta, Kubica melhorou o acerto do carro e deu um bom retorno aos engenheiros, e sua candidatura passou a ganhar espaço. Tanto, que o polonês, que conta com um patrocinador, já teria recebido uma pré-proposta da Williams e a estaria avaliando.

A demora na decisão passou a irritar Massa, que confessou estar descontente com a forma como estava sendo tratado pela equipe que defende desde 2014. "Na situação econômica em que a equipe está, acho complicado ficar fazendo testes que não vão indicar muita coisa", disse o piloto nos Estados Unidos, há três semanas. O brasileiro nunca escondeu que queria uma decisão antes do GP do Brasil.

À medida que foi ficando claro que a decisão demoraria ainda mais a sair, com o interesse demonstrado por outros pilotos, como Daniil Kvyat, dispensado da Red Bull em Austin, Massa decidiu que o anúncio partiria dele e, se não houvesse nenhuma alteração no cenário antes do GP do Brasil, seu futuro ficaria claro. E, desta vez, o brasileiro garante a amigos mais próximos que, se a Williams pedir, ele não volta.

AFOGAMENTO

Bombeiros localizam corpo de adolescente de 15 anos no Rio Paraguai

Erick José da Silva Moraes de Arruda havia desaparecido na tarde de sexta-feira (6)

07/11/2026 12h00

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado Reprodução / Diário Corumbaense

Continue Lendo...

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).