Uma explosão foi registrada no mar no dia 15 de novembro quando desapareceu o submarino argentino com 44 tripulantes, informou nesta quinta-feira o porta-voz da Armada, a Marinha argentina, Enrique Balbi.
Tratou-se de "um evento anômalo, singular, curto, violento e não nuclear consistente com uma explosão", afirmou o porta-voz, que admitiu que houve "uma explosão" nessa zona do Atlântico.
O relatório "coincide com a informação recebida dos Estados Unidos" na quarta-feira a respeito de uma "anomalia hidroacústica detectada nessa quarta-feira, 15 de novembro, às 10H31" (11H31 de Brasília), cerca de três horas após a última comunicação do "ARA San Juan" com sua base.
A confirmação se deu por meio de um relatório do embaixador argentino da Áustria, indicou. "O embaixador também é membro de uma organização de controle de testes nucleares que conta com uma rede para detectar a realização de testes nucleares", indicou o porta-voz.
RUÍDO
O "ruído" foi detectado a 400 km da costa e 60 km ao norte da última posição comunicada pelo submarino. "Uma das versões mais verossímeis é a de uma explosão provocada por um curto-circuito no bloco de 960 baterias que dão energia ao TR-1700", afirma o jornal La Nación.
Outro jornal, o Clarín, informa que "a Armada investiga se aconteceu uma explosão no dia do desaparecimento do submarino".
Na base naval de Mar del Plata, quase 100 parentes de militares aguardam notícias e recebem o apoio de psicólogos e médicos.
Cenas de desespero foram observadas na quarta-feira dentro da base. O acesso da imprensa ao local foi vetado. O alambrado ao redor da base está repleto de mensagens religiosas, bandeiras argentinas e mensagens de força aos tripulantes e suas famílias.