Cidades

Península de Sinai

Governo egípcio faz bombardeio após atentado matar mais de 300

Terroristas explodiram bombas e dispararam indiscriminadamente contra fiéis

Redação

25/11/2017 - 11h53
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O Exército do Egito afirmou neste sábado (25) que ataques de aviões militares do país atingiram vários veículos utilizados no atentado terrorista de sexta (24) em uma mesquita na península do Sinai. Segundo autoridades egípcias, o número de mortos no atentado subiu para 305, incluindo 27 crianças. Outras 128 pessoas ficaram feridas. O Egito iniciou neste sábado (25) uma série de homenagens às vítimas do atentado, o mais mortífero na história recente do país, segundo a agência de notícias Reuters.

O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, ordenou a construção de um mausoléu em memória das vítimas do atentado. Ele não disse onde a estrutura será erguida. Ao mesmo tempo, forças militares continuam as buscas pelos terroristas.

"A Força Aérea eliminou nas últimas horas vários postos usados por elementos terroristas", disse um porta-voz do Exército. Em comunicado, o Exército afirmou que veículos usados na ação terrorista foram atingidos em locais próximos ao do atentado.

A mesquita al-Rawdah, alvo do ato terrorista, fica no norte do Egito, em Bir al-Abed (70 quilômetros de El Arish, capital do Sinai egípcio e próxima da fronteira do país com Israel e com a Faixa de Gaza).Antes, o presidente Sisi já havia prometido "vingar os mártires". Segundo ele, há uma tentativa de se impedir "os esforços na guerra contra o terrorismo".

Também neste sábado, todas as mesquitas do país dedicarão a oração aos "mártires" do ataque, segundo a imprensa local. Os funerais de algumas das vítimas estavam programados para este final de semana.

O ATAQUE
O atentado aconteceu no fim das orações de sexta-feira. Terroristas explodiram bombas e dispararam indiscriminadamente contra fiéis que estavam na mesquita. A mesquita é frequentada por adeptos do sufismo, uma vertente do islã repudiada pela facção terrorista Estado Islâmico, que tem braço no país, por causa de sua interpretação mística da religião.

Nenhum grupo, porém, tinha reivindicado a autoria do ataque até este sábado. De acordo com moradores do local, famílias sufistas que vivem na região sofrem ameaças de grupos extremistas. Nos últimos anos, forças de segurança do Egito e militantes do Estado Islâmico vêm travando confrontos no Sinai. A facção terrorista tem como alvo sobretudo os cristãos ali.

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