O jardineiro José Carlos Louveira Figueiredo, de 41 anos, encontrado sem cabeça, com braços e pernas amarrados, na terça-feira (28), na cachoeira do Ceuzinho, em Campo Grande, pode ter sido executado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O motivo seria o tráfico de drogas para uma facção rival.
Conforme informações da Polícia Civil, o homem era tido como desaparecido desde o dia 19 de novembro, quando sumiu, logo depois depois de deixar uma clínica de reabilitação para dependentes químicos junto com os filhos de 16 e 8 anos.
A criança foi abandonada em casa pelo pai e o irmão mais velho, e após passar uma noite sozinha, acionou vizinhos e os responsáveis pela clínica, que o acolheram.
Pouco tempo depois, o adolescente, filho de José, apareceu na clínica para ver o irmão, mas disse que não sabia do paradeiro do pai. Até que na terça-feira, o corpo do foi encontrado decapitado.
A identificação, feita por meio de impressões digitais coletadas no Instituto de Medicina e Odontologia (Imol) e confrontadas com o banco de dados estadual, foi fundamental para a desvendar o crime, pois a polícia passou a seguir os passos da vítima.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH). O delegado Marcio Shiro Obara, responsável pelas investigações, afirmou que não pode revelar detalhes sobre o caso, pois colocaria em risco a investigação e outras vítimas. José Carlos respondia a processos criminais por porte de drogas e ameaça.