Cidades

TRANSPORTE COLETIVO

Vereadores confirmam reajuste <br>da tarifa de ônibus em 4%

Ainda não foi divulgada data em que aumento começará a valer

Aline Oliveira

30/11/2017 - 14h16

A data do reajuste de 4,2% no valor da tarifa do transporte coletivo ainda não foi definida pela Prefeitura de Campo Grande, porém, os vereadores antecipam que é uma atualização monetária prevista em contrato com o Consórcio Guaicurus, empresa responsável pela operação do Sistema Municipal de Transporte Coletivo Urbano.

Na avaliação do vereador Otávio Trad (PTB), que acompanhou as negociações entre a concessionária e Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), o ajuste foi realizado com base na correção anual de outros serviços ligados indiretamente. “O aumento incidirá sobre o salário dos motoristas, aumento do óleo diesel, e a diminuiução no número de passageiros que caiu 6,2%. Ainda assim, Campo Grande foi uma das capitais com menor aumento na tarifa de um ano para outro”, explica.

O vereador Eduardo Romero (PT do B) lembra que todo ano neste período acontece a entrega de relatório que define o porcentual de reajuste no contrato, porém, como é uma condição pré-estabelecida é necessário avaliar outros fatores. “ Como o aumento anual da passagem é um acordo legal, precisamos reconhecer que alguns avanços foram verificados desde que começou a vigorar o contrato de concessão (2012). Por exemplo, os horários de pico ainda existem, superlotando os veículos, a modernização que precisa ser concluída e também, o reordenamento do transporte que necessita de corredores exclusivos”, detalha.

Romero, que sempre defendeu a a utilização do transporte alternativo, como a bicicleta, considera que é preciso discutir com mais profundidade, de forma a promover a harmonia entre motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas. “Eu utilizo a bicicleta como transporte para vir a Casa de Leis e observo que ainda existe uma falta de empatia entre motoristas, ciclistas e pedestres. Tanto que uma das propostas que apresentei como emenda do PPA é o aumento da malha de ciclovias em Campo Grande”, antecipa.

O parlamentar acrescenta que a Capital de Mato Grosso do Sul tem 90 quilômetros de ciclovia construida, porém, falta integração nos principais pontos. “Sugerimos que seja implantada uma extensão de 100 quilômetros que integrará as ciclovias já existentes e ampliará a via em outras regiões. Além disso, existe um plano cicloviário que já foi sancionado, porém, está parado”, complementa.

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