Cidades

ARA San Juan

Um mês após sumiço de submarino, cai comandante da Marinha argentina

Um mês após sumiço de submarino, cai comandante da Marinha argentina

Redação

16/12/2017 - 15h48
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O ministro da Defesa, Oscar Aguad, pediu, na noite de sexta-feira (15), que o comandante da Marinha, almirante Marcelo Hipólito Srur, se retirasse do posto.

Aguad vinha em choque com Srur desde o desaparecimento do submarino ARA San Juan, há um mês. Nos primeiros dias do incidente, Aguad reportou ao presidente Mauricio Macri que não vinha recebendo informações de primeira mão sobre as buscas do submarino por parte da Marinha –contou inclusive que havia recebido a notícia sobre o sumiço da embarcação pela imprensa, e não oficialmente, como determina a hierarquia.

A crise levou Macri a ir pessoalmente ao encontro de Srur para pressioná-lo diretamente, e desde então o clima entre o comandante dessa força e o Executivo vinha sendo de constante tensão.

Segundo informações obtidas pelo jornal "La Nación", Srur vinha sendo questionado também internamente, após despedir alguns oficiais da cúpula naval, na tentativa de não ser responsabilizado pelo incidente. A estratégia acabou tendo efeito contrário.

Nos dias que se sucederam, subordinados dos demitidos se mostraram insatisfeitos, alguns pediram demissão e a crise interna se agravou tanto que chegou aos ouvidos de Aguad, que apenas esperava um pretexto para afastar Srur definitivamente.

O ministro da Defesa vem montando, a pedido do presidente Macri, uma comissão para investigar as razões do acidente e o posterior desaparecimento da embarcação, que levava 44 submarinistas. Além de técnicos e especialistas no tema, a comissão terá ainda a participação de familiares das vítimas.

Ainda não se sabe quem substituiria Srur, pois seu vice-almirante, Miguel Ángel Máscolo, é um de seus mais fieis aliados dentro da força. Novos anúncios estão previstos para a semana que vem.

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