Cidades

Ex-governador

Cabral é condenado pela 4ª vez, e penas somadas chegam a 87 anos

Cabral é condenado pela 4ª vez, <br>e penas somadas chegam a 87 anos

Redação

19/12/2017 - 12h25

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado nesta terça-feira (19) pela quarta vez na Operação Lava Jato. No âmbito da operação Eficiência 2, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, o senteciou a mais 15 anos de prisão.

Cabral havia sido condenado a 72 anos em outros três processos. As penas agora chegam a 87 anos, em quatro ações: três com Bretas, no Rio, e uma com o juiz Sérgio Moro, no Paraná.

Além de Cabral, foram condenados nesta terça mais 10 réus, incluindo a mulher dele, Adriana Ancelmo. A condenação ocorre no mesmo dia em que ela deixou a prisão em Benfica, após o ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), decidir na segunda-feira pelo retorno da ex-primeira dama do estado à prisão domiciliar.

Foram condenados:

Sérgio Cabral: 15 anos de reclusão, por lavagem de dinheiro
Adriana Ancelmo: 9 anos de reclusão, por lavagem de dinheiro
Carlos Miranda: 12 anos, por lavagem de dinheiro
Luiz Carlos Bezerra: 4 anos, por lavagem de dinheiro
Sérgio de Castro Oliveira: 8 anos e 8 meses, por lavagem e associação criminosa
Ary da Costa Filho: 6 anos, por lavagem de dinheiro
Thiago Aragão: 7 anos, por lavagem e associação criminosa
Álvaro Novis: 13 anos e 3 meses, por lavagem e associação criminosa
Renato Chebar, 17 anos e três meses, por lavagem e associação criminosa
Marcelo Chebar, 17 anos e três meses, por lavagem e associação criminosa

O réu Francisco de Assis Neto, que respondia a lavagem de dinheiro e associação criminosa, foi absolvido de ambas as imputações.

Réu pela 17ª vez

Um dia antes da condenação, o juiz Marcelo Bretas aceitou nova denúncia contra Cabral, que passa a ser réu em 17 processos (veja os outros 16). Desta vez, a denúncia envolve o pagamento de R$ 18.117.824,36 em propinas em contratos com a Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Rio (Funderj). Os repasses teriam sido feitos entre janeiro de 2007 e setembro de 2014.

Foram denunciados:

Sérgio Cabral: corrupção passiva
Wilson Carlos: corrupção passiva
Henrique Alberto Santos Ribeiro: corrupção passiva, quadrilha e pertinência a organização criminosa
Lineu Castilho Martins: corrupção passiva, quadrilha e pertinência a organização criminosa
Luiz Carlos Bezerra: corrupção passiva

De acordo com o MPF, Henrique, presidente da Funderj à época, utilizava-se do cargo para gerenciar as propinas pagas pelas empresas contratadas. Dessa forma, segundo a denúncia, Lineu, assessor e pessoa de confiança de Henrique, recolhia o dinheiro, retirava um percentual para ambos, e repassava para os operadores financeiros Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra que, por sua vez, repassavam o montante a Cabral.

O MPF apontou, ainda que Henrique negociava com as empresas, apresentando-se como pessoa de confiança de Wilson Carlos, integrante da organização criminosa e diretamente ligado ao ao então governador.

O G1 ainda tenta contato com a defesa dos citados na reportagem.

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