Cidades

Monitoramento eletrônico

Italiano Cesare Battisti coloca tornozeleira eletrônica em Campo Grande

Ele é acusado de evasão de divisas e colocou equipamento no Patronato Penitenciário

O italiano Cesare Battisti, acusado de evasão de divisas, chegou em Campo Grande na tarde de hoje para colocar a tornozeleira de monitoramento eletrônico, conforme determinação do Tribunal Regional da 3ª Região (TRF3). A 3ª Vara de  Justiça Federal de Campo Grande aceitou denúncia contra o ex-ativista no dia 11 de dezembro.

Battisti chegou até o patronato em um táxi adesivado da Rodoviária da Capital, mas não há informações se ele veio de ônibus em de avião. Ao chegar no local, o italiano entrou em um restaurante, onde ficou até a chegada do advogado.

Ambos não deram declarações para a imprensa e seguiram para o Patronato Penitenciário, onde foi colocado equipamento de monitoramento. Por volta das 14h, ele deixou o local, novamente sem dar declarações.

Battisti é acusado de cometer crime contra o sistema financeiro nacional ao tentar cruzar a fronteira do Brasil com a Bolívia, no início de outubro, com cerca de US$ 6 mil e 1,3 mil euros não declarados. No dia 6 de outubro, a 11ª Turma do TRF3 condicionou a soltura de Battisti ao cumprimento de medidas cautelares alternativas, como o monitoramento eletrônico e comparecimento periódico em juízo para informar as autoridades sobre suas atividades no país. 

Defesa do italiano pediu para que ele fosse autorizado a instalar a tornozeleira na cidade de Cananéia (SP), onde mora atulamente. A administração Penitenciária de São Paulo, no entanto, informou à Justiça Federal que não poderia satisfazer o pedido do italiano.

Além do crime de evasão de divisas, Battisti também aguarda julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do italiano, em agosto, a fim de impedir que o governo brasileiro o extradite para a Itália, onde ele foi condenado à prisão perpétua por homicídio praticado quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo.

O ex-militante político chegou ao Brasil em 2004 e foi preso três anos depois. O governo italiano pediu ao governo brasileiro que o extraditasse. Em dezembro de 2010, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu que Battisti deveria permanecer no Brasil. O italiano foi solto em 2011, mesmo ano em que obteve o visto de permanência de permanência no país concedido pelo Conselho Nacional de Imigração.

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