A irmã de acusado de cometer feminicídio em Campo Grande convenceu-o a se entregar à polícia no sábado (27) e confessar o crime. Bruno Mendes de Oliveira, 29 anos, apresentou-se à Polícia Civil acompanhado de advogado e confessou ter matado Katiucia Arguelho dos Santos, 31 anos, depois de iniciar discussão com a ex-namorada por conta de por ciúmes do ex-marido dela.
O casal estava separado há quatro meses e Bruno utilizou requintes de crueldade, esfaqueando Katiucia repetidas vezes e, em seguida, ele cortou o pescoço e os pulsos da vítima.
A família de Katiucia afirmou que ela sustentava Bruno por medo das ameaças que recebia. Ainda de acordo com parentes, Katiuscia era "trabalhadora" e antes de ter sido morta, no dia que recebeu as facadas ela teria tirado foto de geladeira, na casa do autor, para anunciar em sites de vendas e ajudar Bruno a vender o eletrodoméstico.
O dinheiro da venda do produto seria usado para comprar passagem de viagem para Bruno visitar os pais, em Presidente Venceslau (SP).
Aos jornalistas, Bruno disse que está arrependido e que ficou com medo de se entregar. De acordo com o autor, ele teria ficado sete dias escondido em matagal, tomando apenas água. Bruno foi preso porque a delegada que estava de plantão, Ariene Murad, encontrou mandado de prisão em aberto desde novembro de 2015 por estrupro. O crime aconteceu em Nova Esperança (PR).
O investigado negou esse estupro e disse que se tivesse com a “ficha suja” não teria se entregado. “Não tenho nada a ver com isso (estupro), se eu tivesse, jamais teria me entregado. Só um louco faria isso”, disse Bruno.
O caso será conduzido pela Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher (Deam) e foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil, sem chance de defesa para a vítima.