Nada mudou na realidade dos usuários do transporte coletivo de Campo Grande. Mesmo após a contrapartida do Consórcio Guaicurus de reformar os nove terminais de transbordo e implantar 100 novos pontos de ônibus com cobertura, para garantir a isenção de R$ 10 milhões por ano de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), a população se vê obrigada a conviver com a estrutura precária desses locais.
O consórcio, por sua vez, “dá de ombros”, afirma que sua parte foi feita e que, agora, é a prefeitura que tem de se responsabilizar pela manutenção dos espaços.
O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, afirma que a obrigação de manter a reforma realizada no ano passado é da prefeitura. Segundo ele, entre os serviços realizados por meio do acordo, estão a reforma de 23 banheiros e do sistema de calhas dos terminais. “O que o consórcio fez foi recuperar. A questão de manutenção é prerrogativa da prefeitura”.
Com pouco mais de dois meses do fim da reforma nos terminais, encerrada em outubro do ano passado, a população tem de conviver com a falta de manutenção dos banheiros.
A reclamação é unânime. “Toda vez que eu preciso usar eu vomito”, diz a dona de casa Daniela Rocha Ribeiro, 41 anos, que frequenta o Terminal General Osório todos os dias.
Atualmente, o consórcio tem 585 ônibus circulando na cidade. Apenas uma pequena parte possui ar-condicionado.
*Leia reportagem, de Gabriela Couto e Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.