Até mesmo a frase pichada “Cadê a obra???” no muro de uma das várias obras paralisadas em Campo Grande está se apagando com o tempo. A população não acredita mais na conclusão dos projetos iniciados em 2012 e que até agora, seis anos depois, não foram concluídos. O que sobra nos locais que poderiam dar lugar a educação para crianças e garantir saúde para todos se transformou em matagal, ponto de usuários de drogas e criadouro de mosquitos.
Quando o prefeito Marcos Trad (PSD) assumiu a administração da Capital - em janeiro de 2016 -, afirmou ter herdado 80 obras paralisadas, 17 em andamento, 31 dependendo de licitação e 26 com contratos rescindidos antes mesmo de serem iniciadas. Ao todo eram 154 edificações inconcluídas, com necessidade de R$ 442 milhões em investimentos para ficarem prontas.
Mas, passado pouco mais de um ano,foram inauguradas apenas a Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do Bairro Sírio Libanês e o Centro de Educação Infantil (Ceinf) do Bairro Tijuca II. Em seu discurso na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, na sexta-feira (2), Trad disse que os números de 2017 foram bons apesar da crise. “Investimos mais de R$ 98 milhões (pagos) em obras sociais e de infraestrutura”.
Na sua prestação de contas ele citou a obra da Avenida Mato Grosso com a Avenida Nelly Martins, conhecida como Via Park, recapeamento de vias importantes; lançamento de duas operações tapa-buracos, com investimentos previstos de mais de R$ 100 milhões; inauguração de parques aquáticos e centros esportivos. “Fizemos em 12 meses mais do que esperávamos”, disse ele.
Reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.